Espera por táxi já passa de 1 hora em São Paulo

Na maior parte dos 2.369 pontos em vias públicas e nas 43 cooperativas que atendem por telefone, a demanda é maior que a oferta

AE |

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No shopping, no aeroporto e em bairros fora do centro, chamar um táxi e ser atendido em menos de uma hora virou desafio em São Paulo nesta época do ano. Na maior parte dos 2.369 pontos em vias públicas e nas 43 cooperativas que atendem por telefone, a demanda é maior que a oferta.

A situação piora nos fins de semana. Nas vezes em que a atendente não deixa o usuário na espera, a resposta é quase sempre a mesma. "Estamos com excesso de atendimento nessa área e sem carro", informou às 18h30 de sexta-feira a Central Táxi, cooperativa de 900 veículos, para um cliente na Vila Madalena.

Ir ao aeroporto de Guarulhos só é possível com hora marcada. "Temos táxi com agendamento dois dias antes", informa a São Paulo Táxi, cuja frota é de 400 carros. Já o radiotáxi Vermelho e Branco, que presta serviços em Congonhas, não consegue atender à demanda de 2.100 corridas por dia para 625 carros. A espera por um táxi no domingo à noite chega a 90 minutos. No mesmo horário, é comum ver filas de pessoas nos pontos em estações do metrô e na Rodoviária do Tietê.

A maior circulação de pessoas no comércio e o consequente aumento nos congestionamentos explicam o sumiço dos táxis, segundo a Prefeitura, associações de taxistas e empresas de radiotáxis. Para eles, não faltam veículos e a lentidão do trânsito é o motivo da escassez.

A situação desagrada aos taxistas, que não contam com a mesma procura no restante do ano. Conforme a pesquisa "Origem e Destino" do Metrô, a procura por táxis caiu 11,95% em 10 anos, passando de 103.397 deslocamentos diários para 91.043. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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