Engenheiro do Hopi Hari presta depoimento em Vinhedo

Responsável pela manutenção do parque foi ouvido durante três horas sobre acidente na atração La Tour Eiffel. Jovem de 14 anos morreu na última sexta-feira

iG São Paulo |

Divulgação
Brinquedo do Hopi Hari é réplica da Torre Eiffel e possui 69,5 metros de altura
O engenheiro de manutenção do parque Hopi Hari, em Vinhedo, prestou depoimento por cerca de três horas, nesta terça-feira, sobre o acidente que matou Gabriela Yukari Nichimura, de 14 anos. O engenheiro, que não teve o nome divulgado, foi ouvido entre 10h e 13h pelo delegado Álvaro Santucci Noventa Júnior que é responsável pelas investigações.

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O Ministério Público também acompanhou o depoimento. No acidente, que ocorreu na última sexta-feira (24), Gabriela caiu do brinquedo La Tour Eiffel. A polícia investiga o caso e já ouviu testemunhas e funcionários do parque. A hipótese é a de falha humana .

"Eu não queria adiantar nada, mas a meu ver é um pouco maior a porcentagem de falha humana do que a de falha do mecanismo do brinquedo", afirmou o delegado, na segunda-feira, após nova perícia realizada na atração La Tour Eiffel.

Três pessoas que já deram depoimento à polícia foram contundentes, segundo Noventa Júnior, em afirmar que a trava do assento de Gabriela abriu durante a queda livre do elevador com 69,5 metros de altura.

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A jovem estava a uma altura entre 20 e 30 metros do chão quando a trava abriu. Ela foi socorrida imediatamente e levada para o Hospital Paulo Sacramento, em Jundiaí, já sem vida. Em uma força-tarefa para identificar as causas do acidente, peritos da Polícia Civil, do Instituto de Criminalística e do Ministério Público do Estado de São Paulo fizeram testes no brinquedo durante aproximadamente uma hora e meia, na tarde desta segunda. O brinquedo não apresentou falhas mecânicas, segundo os peritos.

Promotores

Para os promotores do Ministério Público do Estado de São Paulo em Vinhedo, Rogério Sanches (Criminal) e Ana Beatriz Sampaio Silva Vieira (Consumidor), ficou clara uma sucessão de falhas. Além da trava de segurança ter aberto, um cinto que poderia funcionar como equipamento complementar de segurança também não teve sua função cumprida.

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Segundo o promotor Rogério Sanches, ou Gabriella não usou o cinto de segurança e o operador não exigiu isso dela ou a cadeira sequer tinha cinto de segurança e isso foi ignorado. "Hoje [segunda-feira] todas as cadeiras tinham cinto. Mas o acidente foi na sexta. E posso dizer que é praticamente certeza que a garota estava sem cinto, caso contrário não teria caído", afirmou. Sanches trabalha com a hipótese de homicídio culposo. "Só estou analisando quem concorreu culposamente. Erro existe, quero saber quem, quantos, quando, como e em que grau erraram".

A polícia solicitou a colaboração de visitantes que fizeram imagens de câmeras fotográficas ou telefones celulares para o fornecimento de material que possa ajudar nas investigações.

*com AE

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