Empresário é encontrado morto no interior de São Paulo

Um dos donos da Toalhas São Carlos já foi diretor do Departamento de Ação Regional da Federação das Indústrias do Estado de SP

AE |

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O empresário Eduardo Abdelnur, de 46 anos, um dos proprietários da Toalhas São Carlos, foi encontrado morto, nesta terça-feira, com um tiro no peito em sua sala na empresa, em São Carlos, no interior de São Paulo. A Polícia Civil não havia descartado, até início da noite, a hipótese de homicídio. Em depoimento, um irmão do empresário informou à polícia tê-lo encontrado morto, por volta das 10 horas. Em choque, teria mandado jogar a arma em um tanque de produtos químicos da fábrica antes de avisar a polícia. 

O delegado Adriano Alexandrino, do 4º Distrito Policial, que atendeu o caso, chegou a pedir ao Corpo de Bombeiros que fizesse uma busca no tanque para localizar a arma, mas isso não ocorreu porque os produtos químicos são tóxicos. O tanque será esgotado para o possível resgate da arma. O delegado encaminhou para a perícia um projétil de arma de fogo e munição encontrados no escritório, assim como a camisa que era usada pelo empresário. O corpo de Abdelnur foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML). A perícia vai determinar o que ocorreu. O laudo deve ficar pronto em 20 dias. 

Familiares e amigos disseram que Eduardo Abdelnur, que ocupava o cargo de diretor de comércio exterior, estava inconformado com a situação financeira da empresa. Em outubro deste ano, a Toalhas São Carlos entrou com pedido de recuperação judicial na 2ª Vara Cível da cidade em razão de dívidas com bancos e fornecedores. Por causa da situação da empresa, há cerca de um mês foram demitidos 172 funcionários de diversas funções. A demissão encerrou as atividades do terceiro turno e gerou insegurança nos outros 368 funcionários. 

A fábrica, fundada na década de 1950 pelo patriarca da família, o libanês Miguel Abdelnur, é uma das mais conceituadas fabricantes de toalhas de banho do País. A empresa foi atingida pela queda nas exportações, em razão da concorrência com produtos chineses, e pela desvalorização do dólar frente ao real. A prefeitura de São Carlos emitiu nota lamentando a morte do empresário e se solidarizando com a família. Eduardo deixou três filhos. De acordo com a nota, o empresário cumpriu papel fundamental na articulação de políticas para o desenvolvimento das empresas de São Carlos e região, ocupando o cargo de diretor do Departamento de Ação Regional da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

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