Em São Paulo, mulheres de integrantes do PCC usam escolta

Com medo de represálias, esposas de líderes também utilizam veículos blindados

AE |

selo

As mulheres de líderes do Primeiro Comando da Capital (PCC) passaram a visitar os maridos presos na Penitenciária 2 de Presidente Venceslau, no oeste do Estado de São Paulo, com carros importados blindados e escoltados. Elas temem represália pelo assassinato de Maria Jucinéia da Silva, de 41 anos, a Neia, mulher do preso Orlando Motta Júnior, o Macarrão.

Macarrão era da cúpula da facção criminosa, mas foi excluído, recentemente, sob a acusação de ter delatado chefes do grupo. Segundo suspeitas da Polícia Civil e do Ministério Público Estadual (MPE), o PCC executou Neia no dia 7 de setembro, em São José dos Campos, para se vingar do marido dela. Ouvido em audiência judicial neste mês, na Vara do Júri de Presidente Prudente, Macarrão disse que muitos outros pagarão pela morte de sua mulher.

O conflito interno no PCC se agravou em 19 de março, quando Macarrão, na condição de testemunha protegida, revelou com detalhes como foi o planejamento do assassinato do agente penitenciário Denilson Dantas Jerônimo, de 36 anos, assassinado com tiros de pistola 380, em Álvares Machado, na madrugada de 3 de maio de 2009. As informações são do Jornal da Tarde.

    Leia tudo sobre: pccsegurançapolíciasão paulo

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG