Em São Paulo, moradores querem barrar festa de 1º de maio

Promotoria de Habitação e Urbanismo está analisando o pedido sobre suspensão de evento no Parque da Independência

AE |

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Moradores do bairro do Ipiranga, na zona sul de São Paulo, querem impedir que a festa de 1.º de maio da Central Única dos Trabalhadores (CUT) ocorra, como está previsto, no Parque da Independência. Eles entraram com representação no Ministério Público Estadual (MPE) pedindo que o evento seja transferido para outro local.

A Promotoria de Habitação e Urbanismo está analisando o pedido e deve se manifestar nesta semana. Na representação, os moradores argumentam que haverá a necessidade de interdição da Avenida Nazaré, com o isolamento de dois grandes hospitais (o Ipiranga e o São Camilo, antigo Leão XIII), ambos localizados na vizinhança.

"Essa interdição impedirá o atendimento aos necessitados e o parque não oferece condições para receber tamanha multidão", afirma o advogado Eduardo Augusto Pinto, morador do bairro e membro do Conselho de Segurança (Conseg) do Ipiranga. Ele calcula, baseado em dados de festas da CUT em comemoração ao Dia do Trabalhador, que haverá de 1 milhão a 1,5 milhão de pessoas.

A Assessoria de Imprensa da CUT, entretanto, diz que o público esperado gira em torno de 20 mil a 30 mil pessoas porque neste ano a festa será diluída em atividades entre os dias 25 deste mês e 1.º de maio - e não em apenas em uma data. Shows estão previstos para os dias 30 de abril, das 9 às 19 horas, e 1.º de maio, das 9 às 20 horas. O advogado Eduardo Augusto Pinto afirma que o parque não comporta nem essas 30 mil pessoas. As informações são do Jornal da Tarde.

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