Em São Paulo, maioria das batidas com mortes envolve moto

Motocicletas estão envolvidas em três de cada cinco colisões com mortes na capital

AE |

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As motos, que representam 12% da frota paulistana, estão envolvidas em três de cada cinco colisões (acidentes entre veículos) com mortes na cidade de São Paulo. Números da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) mostram que só em 2009 as batidas de motocicletas contra automóveis, caminhões, ônibus e outras motos resultaram em 229 vítimas - quase todas motociclistas.

Os dados fazem parte do Relatório de Acidentes de Trânsito - 2009, recém-concluído pela CET. O documento, obtido pelo jornal O Estado de S. Paulo , é uma radiografia dos acidentes fatais e destrincha os números absolutos de mortes - no total, 1.382 pessoas morreram no trânsito da capital em 2009. Mostra as ocorrências mais comuns, os veículos envolvidos e o perfil das vítimas.

As colisões envolvendo motos são os acidentes que mais provocaram mortos. Na sequência, aparecem os choques (quando a moto bate contra um obstáculo parado, como árvore e poste), que vitimaram 101 pessoas, e os atropelamentos (quando a moto está parada e é atingida por outro veículo), com 5 casos.

O total de motociclistas mortos passou de 478, em 2008, para 428, em 2009, queda de 10% - a redução foi de cerca de 6% no geral do trânsito. "Notamos uma avalanche de motos em 2007 e tanto motoristas quanto motociclistas não sabiam como se comportar. Hoje, a convivência entre carro e moto está melhor", diz a superintendente de Segurança de Trânsito da CET, Nancy Schneider.

Outra razão são os cursos de capacitação para motoboys, com aulas teóricas e de direção segura. "Em muitos casos, ensinamos como uma postura melhor pode evitar queda, quando se passa em um buraco, por exemplo."

Motoboys

Contrariando o senso comum de que um motociclista caído na rua certamente é um motoboy, o relatório da CET aponta que 30% dos mortos nos acidentes envolvendo esse tipo de veículo são motofretistas. Ou seja, a maior parte das vítimas é de estudantes e trabalhadores que usam a moto para transporte.

Segundo o relatório, 278 dos motociclistas mortos em 2009 tiveram sua profissão identificada. Desse total, 52 eram motoboys e 18, vendedores ou autônomo, o que pode indicar o uso das motos para trabalho. Os demais são, por exemplo, estudantes (42), ajudante (37), garçons (9), pedreiros (6) e porteiros (8). As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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