Em nota, SSP de Sergipe nega agressões a vigia do caso Mércia

Secretaria de Segurança do Estado diz que lamenta saber das declarações do suspeito, "evidentemente orientado por sua defesa"

iG São Paulo |

A Secretaria de Segurança Pública de Sergipe divulgou uma nota nesta segunda-feira contestando a declaração do vigia Evandro Bezerra Silva, 38 anos, que afirmou foi torturado por policiais do Estado para acusar o advogado Mizael Bispo de Souza pelo assassinato da ex-namorada e advogada Mércia Nakashima.

De acordo com a secretaria, o vigia deu entrevistas coletivas à imprensa quando foi preso e em nenhum momento afirmou que havia sido torturado. Segundo a nota, "A SSP lamenta que tal atitude de Evandro, evidentemente orientado por sua defesa, no sentido de prejudicar as boas investigações que vem sendo realizadas".

Veja abaixo a nota divulgada pela secretaria de Sergipe:

"A Secretaria da Segurança Pública de Sergipe (SSP/SE) vem a público para se manifestar a respeito de declarações feitas pelo vigilante Evandro Bezerra da Silva, 38 anos, preso em Canindé do São Francisco no último dia 9 de julho, por policiais da Delegacia de Nossa Senhora da Glória, Canindé e Pelotão Especializado em Patrulhamento em Áreas de Caatinga (Pepac).

A função da SSP de Sergipe, nesse caso específico, foi o de iniciar um processo investigativo e localizar Evandro, já que a prisão temporária dele foi decretada pela Justiça de São Paulo. Informações preliminares davam conta de que ele estaria escondido na casa de parentes em alguma cidade no alto sertão de Sergipe. Após quase duas semanas de investigação, ele foi localizado no povoado Capim Grosso, em Canindé do São Francisco, por volta das 5h da madrugada do dia 9 de julho.

Seguindo a sua atribuição na articulação com o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de São Paulo, a polícia sergipana encaminhou de imediato Evandro para a sede do Complexo de Operações Policiais Especiais (Cope), em Aracaju, onde chegou por volta das 9h30 da manhã. Pouco depois, às 10h30, ele foi apresentado à imprensa na sede da SSP/SE, onde teve total liberdade para responder os questionamentos aos jornalistas e radialistas.

Integrantes da SSP receberam por volta das 14h30 o delegado Antônio de Olim, do DHPP/SP, no aeroporto Santa Maria, em Aracaju, de onde estes foram para a sede da SSP, no Centro da capital. Nesta etapa, Antônio de Olim concedeu rápida entrevista coletiva, ao lado do superintendente da Polícia Civil sergipana, delegado João Batista Santos Júnior, e do delegado Antônio Francisco, da Regional de Nossa Senhora da Glória. Às 16h, Antônio de Olim chegou ao Cope, onde começou a se preparar para o interrogatório oficial, de restrito interesse e atribuição da autoridade policial de São Paulo.

Todo o interrogatório foi acompanhado por delegados, escrivães e agentes da Polícia Civil de Sergipe, por mais um agente do DHPP de São Paulo, e pelo delegado Olim. A sala do diretor do Subsistema de Inteligência em Segurança Pública (Sisp), delegado Cristiano Barreto, foi colocada à disposição do delegado paulista, bem como equipamentos para o registro do primeiro relato oficial de Evandro. No final da noite, o depoimento, que já faz parte dos trabalhos do inquérito, foi finalizado.

A SSP/SE lamenta que tal atitude de Evandro, evidentemente orientado por sua defesa, no sentido de prejudicar as boas investigações que vem sendo realizadas, venha macular a imagem da Instituição. Com raras exceções, as polícias estaduais são compostas por profissionais técnicos, que defendem a população e que atuam, muitas vezes, em uma articulação interestadual, para tirar de circulação pessoas acusadas ou condenadas por diversos crimes. A SSP/SE continua à disposição de qualquer co-irmã policial para atuar em defesa da sociedade".

    Leia tudo sobre: caso mérciacrimemizael

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG