Em Mongaguá, criança é agredida dentro de creche

Com hematomas nos rosto, braços e costas, a criança foi atendida no Hospital Municipal

AE |

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Uma criança de um ano e cinco meses foi agredida ontem em uma creche em Mongaguá (SP). A Polícia Civil instaurou inquérito para apurar o crime de maus-tratos, omissão de socorro e lesão corporal após receber denúncia da mãe do menino. Com hematomas nos rosto, braços e costas, a criança foi atendida no Hospital Municipal de Mongaguá, onde foi submetida a um exame de raio-x, que constatou uma lesão interna nas costas. O bebê foi medicado e liberado.

"Agora ele está melhor, mas não almoçou bem, não consegue comer, só mamar, porque está com a boca machucada por dentro", disse a mãe da criança, a diarista Janete Cristiane Ramos da Silva, de 27 anos. Ela conta que além das lesões na boca, a criança está com o rosto roxo perto dos olhos e com hematomas nos braços e nas costas. "Eles disseram que foi uma criança de um ano e oito meses que fez isso e que não conseguiram separar. Disseram que a criança mordeu, mas a pediatra falou que aquelas lesões não eram de mordida, porque não tinham a marca de dentes", explica.

Janete está inconformada de ter ficado sabendo do ocorrido apenas na hora que foi buscar o filho, às 16h30, e com o fato de a criança não ter sido socorrida. "Por que não me avisaram na hora que aconteceu? Eles têm meu telefone e também não entendo por que não socorreram o menino, não levaram ao hospital", disse Janete, afirmando que essa não é a primeira vez em que o filho volta machucado da creche Barigui, no bairro Agenor de Campos, que o menino frequenta há dois meses. "Mas das outras vezes eram mordidas", acrescentou.

Segundo a mãe, a Prefeitura de Mongaguá tentou acobertar o incidente porque mandou uma funcionária da Secretaria de Educação procurá-la no hospital. "Quando eu cheguei ao consultório, a médica já sabia o que tinha acontecido, examinou direitinho, mas falou que só cuidava da parte médica e que não poderia chamar o Conselho Tutelar ou a Polícia. Mas eu saí de lá e fui para a delegacia. Vou dar prosseguimento no que é direito do meu filho, ele não sabe falar para se defender, mas eu posso falar por ele".

Em nota, a Prefeitura de Mongaguá informou que vai abrir um processo administrativo para apurar a responsabilidade no caso.

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