Em Franco da Rocha, Alckmin se queixa de ocupação irregular

Ao apontar causas da tragédia que atinge a cidade, governador anuncia medidas para conter impacto das chuvas

Nara Alves, enviada a Franco da Rocha |

Nara Alves
Alckmin vistoria Franco da Rocha nesta quinta-feira
O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin , queixou-se das ocupações irregulares de terras em Franco da Rocha, ao enumerar as causas das enchentes que atingem a cidade, situada a 40 quilômetros da capital paulista. Acompanhado do prefeito Marcio Cechettini, o governador caminhou nas proximidades do centro da cidade e observou os estragos provocados pela chuva.

“O fato é que tudo é má ocupação urbana. Agora você vai trabalhando no sentido de minimizar situações”, afirmou Alckmin. Ele determinou que os moradores áreas em que ainda há risco de deslizamentos deixem suas casas. “O caminho é aprofundar o rio, mas não vai resolver porque é óbvio que o rio vai subir na próxima cheia. Então, é preciso que um conjunto de famílias seja transferido para locais seguros e recompor a várzea”, completou o tucano.

O Estado, segundo ele, pagará a essas famílias – cerca de 100 – um aluguel social no valor de R$ 300 mensais, até que 300 novas moradias sejam construídas. No total, o investimento ficará em torno de R$ 21 milhões, segundo o governador.

Alckmin anunciou a construção de quatro piscinões em Franco da Rocha, além do desassoreamento do rio Juqueri. “O piscinão é uma várzea moderna”, disse, justificando que o ideal seria que não houvesse ocupação irregular na região.

Ainda hoje, Alckmin terá uma reunião com o ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra. O tucano pretende pedir ajuda à União para a construção de outros piscinões no Estado. “Ano que vem vai acontecer de novo", advertiu, alegando que ao menos o leito do rio Juqueri estará mais baixo graças ao desassoreamento.

Alckmin evitou criticar a gestão do antecessor José Serra por falta de investimentos no setor. E evitou criticar também a Sabesp, empresa de saneamento do Estado, pela forma como foi realizada a abertura das comportas da represa de Jaguari/Jacareí.

Além dessas ações, Alckmin anunciou ajuda financeira aos prejudicados pelas enchentes. A Nossa Caixa, segundo ele, abrirá linha de crédito para o comércio local. Para auxiliar as famílias prejudicadas, o governo pagará R$ 1.000 para cada casa atingida.

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