Em Cunha, namorada de suspeito de matar jovens irmãs é indiciada

Mulher mantinha um relacionamento com Ananias dos Santos, que confessou o duplo homicídio das adolescentes

iG São Paulo |

A Polícia Civil de Cunha, no interior de São Paulo, indiciou Maria José Silva por participação na morte de duas irmãs de 15 e 16 anos no dia 23 de março. Ela mantinha um relacionamento com Ananias dos Santos, que confessou o duplo homicídio .

A namorada do suspeito prestou depoimento na Delegacia Seccional de Guaratinguetá esta semana e passou da condição de testemunha para suspeita, pois a polícia teve acesso a ligações telefônicas que teriam sido efetuadas por ela para Ananias, uma hora antes dele executar a tiros as duas irmãs. Logo após o crime, houve novas ligações.

"Não sabemos ainda se ela foi apenas comunicada sobre as mortes ou se o ciúme que ela sentia por ele pode ter motivado o duplo homicídio", disse o delegado de Cunha, Marcelo Cavalcanti. Segundo o policial, Maria José não participou diretamente do crime, mas ele não tem dúvida de sua participação ao auxiliar Ananias na execução.

Ananias é condenado por outros crimes e irá cumprir 14 anos de prisão, que podem aumentar se ele for condenado pela morte das irmãs, disse o delegado. "Ele também foi preso em flagrante por porte ilegal de arma, além de ter cometido o crime quando era foragido". O inquérito deverá ser encaminhado ao Ministério Público nos próximos dias. Ananias está preso na cadeia de Guaratinguetá em uma cela separada, por ter sido ameaçado por outros presos.

O crime

Josely, 16 anos, e Juliana, de 15,  foram vistas pela última vez na tarde do dia 23 de março após pegarem um ônibus para voltar da Escola Estadual Paulo Virgílio, onde estudavam, localizada no centro de Cunha.

O pai das jovens costumava encontrar as filhas em uma estrada de terra, onde elas desciam do coletivo, e acompanhá-las até em casa. Mas, neste dia, quando chegou elas já não estavam.

Policiais realizaram buscas pela região com o auxílio de cães farejadores e do helicóptero Águia da Polícia Militar. Segundo a polícia, o suspeito contou a familiares ter visto os corpos e eles avisaram a polícia, que os localizou no dia 28 de março. Josely foi morta com dois tiros (na cabeça e no peito) e, Juliana, com quatro (três na cabeça e um no peito).

* Com informações da Agência Estado

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