"Ele tem todo mérito", diz passageiro de ônibus sobre maquinista

Claúdio Almeida dos Santos estava no ônibus que caiu sobre uma linha de trem em São Caetano do Sul e acenou para maquinista parar

Fernanda Simas, iG São Paulo |

O passageiro Cláudio Almeida dos Santos estava no ônibus que caiu sobre uma linha de trem da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) nessa quinta-feira (9), em São Caetano do Sul (SP) , e afirma que o maquinista do trem também tem mérito por ter conseguido frear a máquina. “Ele tem todo crédito. Ele me viu, teve o feeling de que tinha alguma coisa errada e puxou o freio”. Ele conta ao iG que o maquinista poderia ter simplesmente achado que ele era mais um maluco pulando na frente do trem. “Eu vi que ele olhou para mim e me viu sinalizando que nem um louco.”

Cláudio lembra que foi tudo muito rápido, mas conseguiu acompanhar o que estava acontecendo por estar sentado na primeira fileira do lado esquerdo do ônibus, logo depois da catraca. Segundo ele, na ponte andam carros nos dois sentidos, mas por vezes um carro está mais no centro da pista e isso dificulta a passagem de dois veículos ao mesmo tempo. “Quando eu vejo que não tem carro vindo, eu desço mais centralizado na ponte”, exemplifica.

O passageiro acredita que o carro que foi acusado de estar na contramão estaria subindo no centro da pista e por isso o ônibus precisou desviar. Ele explica que a motorista tentou desviar e então perdeu o controle da direção. “Ela tentou corrigir e jogou o ônibus para a direita, aí acabou o asfalto e veio o paralelepípedo e derrapamos.”

Depois da queda do ônibus, Cláudio saiu do ônibus e foi ver o que tinha acontecido. “Todo mundo estava gritando, gritando e pedindo ajuda. Eu disse que ajudaria, mas antes ia ver o que acontecia lá fora”. Quando saiu do veículo, ele ouviu algumas pessoas dizerem que ali era uma linha de trem, olhou para a direita do ônibus e viu uma luz.

“Eu desci o barranco e fui de encontro ao trem. O que eu pude correr, eu corri. Aí comecei a gritar, fazer gestos, pular, tudo o que eu podia”, descreve Cláudio. “Aí o maquinista me viu e conseguiu frear. Ele só deu um empurrão no ônibus”. Quando o trem parou, o passageiro voltou para o ônibus e ajudou a retirar um senhor e a motorista de dentro do veículo.

Barranco amorteceu a queda

Cláudio lembra que o acidente não foi pior porque um barranco amorteceu a queda do ônibus. “Se [o ônibus] caísse direto de bico seria bem pior”. Segundo o passageiro, depois de bater no muro, o veículo rodou pelo barranco e parou na linha do trem tombado de lado, com as janelas para cima.

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