"Ele não toca no assunto", diz irmão de aluno baleado da FGV

Estudante Christopher Tominaga, que saiu do hospital no domingo, não comenta o que aconteceu no dia do crime

Márcio Apolinário, iG São Paulo |

O estudante Christopher Akio Cha Tominaga, baleado na região central da cidade de São Paulo, no dia 23 de fevereiro, não fala sobre o que aconteceu no dia do crime, segundo relato de seu irmão Jonathan Tominaga. O jovem que teve alta no domingo, após passar 18 dias internado, se recupera na casa de seu pai e anda com o auxílio de muletas.

null“Até agora ele não tocou no assunto com a gente sobre o dia em que aconteceu o crime, nem sobre o que teria levado aos criminosos atirarem contra ele e o Júlio. Não sei o motivo. Ele está apresentando melhoras contínuas e em breve estará 100%. Ele passou por uma cirurgia na perna na última semana e seu estado de saúde é muito bom.”, explicou o irmão.

Tominaga estuda administração de empresas da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e foi alvejado quando estava sentado na calçada de um bar próximo à instituição. Ele estava com o amigo Júlio César Grimm Bakri, de 22 anos, que foi atignido por cinco tiros e morreu antes de chegar ao hospital.

O estudante foi atingido na perna e no abdôme e seu estado de saúde era considerado grave. Após apresentar sucessivas melhoras, no últmo dia 02, ele foi transferido da Unidade de Terapira Intensiva (UTI) para o quarto do Hospital das Clínicas.

Neste dia, por meio de um site de relacionamentos agradeceu aos amigos o apoio : “Galera valeu mesmo por toda força e pensamento positivo que vocês me passaram. Até segunda-feira poucos poderão me visitar, mas acredito que terça-feira eu terei alta e descansarei na casa de meu pai, onde eu quero uma visita de todos, inclusive aqueles que eu não vejo há anos. O endereço eu passo assim que eu sair daqui. Beijos e abraços a todos. Saudades. E muito obrigado pelo carinho e atenção!”.

Júlio César Grimm Bakri, colega de Tominaga, também baleado, morreu antes de chegar ao hospital. Segundo um dos suspeitos de cometer o crime, a atitude foi motivada por ciúmes. Os rapazes teriam mexido com a namorada dele momentos antes no mesmo bar.

O crime

A polícia prendeu os irmãos Valmir Ventino da Silva, de 19 anos, e Francisco Macedo da Silva, de 24 anos , e disse que os dois confessaram a autoria do crime.

Conforme a polícia, Francisco contou que estava em outro bar quando o irmão chegou de moto e disse que precisava da ajuda dele para resolver um problema. Segundo o jovem, o irmão disse que havia sido chamado de “otário”.

Já na garupa da moto, Francisco disse ter recebido de Valmir um revólver e perguntou para o que seria. O irmão respondeu que ele logo saberia. Ao chegar no bar, Valmir apontou a mesa onde estavam os estudantes. Depois disso, eles começaram a atirar. Francisco nega que o crime tenha sido motivado por ciúmes de sua namorada, que teria sido cantada por uma das vítimas.

Engano

Dino Fernando Peporine, de 28 anos, que foi detido no último dia 25 de fevereiro, passou duas noites na cadeia e teve a prisão preventiva decretada por envolvimento no crime, saiu da carceragem do 77.º DP (Santa Cecília) na tarde do dia 27. Ele foi levado ao Instituto médico-legal (IML) para fazer exame de corpo de delito. Recebeu informações de um policial que o caso havia dado uma reviravolta e que ele seria libertado. Às 17h50, estava solto.

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