Ecovias responsabiliza motoristas por megaengavetamento na Imigrantes

Diretor superintendente da Ecovias avalia que a imprudência de alguns motoristas foi a causa do acidente envolvendo 270 veículos

Fernanda Simas, iG São Paulo |

Futura Press
Megaengavetamento envolveu 270 veículos na Rodovia dos Imigrantes
O diretor superintendente da Concessionária Ecovias, que administra o Sistema Anchieta-Imigrantes, José Carlos Cassaniga, avalia que, apesar de a perícia ainda não ter sido concluída, o megaengavetamento ocorrido no dia 15 na Rodovia dos Imigrantes foi consequência da imprudência de alguns motoristas. Durante reunião nesta terça-feira, na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, ele apresentou relatório sobre as circunstâncias em que ocorreu o engavetamento, afirmando que todas as medidas de segurança para o trânsito em situação de neblina estavam acionadas.

As medidas, segundo Cassinaga, consistem em aviso por painéis da rodovia, informações no site da concessionária e boletins para a imprensa. "Não é possível fazer comboio na subida, porque não se pode bloquer a pista com segurança", disse ao ser questionado por deputados. Ele ressaltou que a Ecovias deve intensificar ações que visem a educação no trânsito.

A reunião foi convocada pela Comissão de Transportes e Comunicações para que a Ecovias esclarecesse o megaengavetamento que se prolongou por dois quilômetros no sentido São Paulo e envolveu 270 veículos. O caminhoneiro Luís Carlos Prestes morreu no acidente e 51 pessoas ficaram feridas.

Carros depenados

Sobre a denúncia de que alguns carros envolvidos no acidente foram depenados antes de proprietários os retirarem do pátio de recolhimento, Cassaniga afirma que a responsabilidade dos pátios é do Departamento de Estradas de rodagem (DER). Ele leu para os deputados a carta da Artesp (Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Transporte do Estado de São Paulo), em resposta a reclamação de usuário, na qual a agência afirma que a responsabilidade pela retirada da pista de veículos envolvidos em acidente é do DER.

A assessoria de imprensa do DER explicou que o Departamento foi acionado pela Polícia Militar Rodoviária no dia seguinte ao acidente para retirar os veículos que “sobraram” na frente da sede da Ecovias (lugar provisório para onde os veículos foram levados logo após o megaengavetamento) para levar para o pátio do DER. Nesse procedimento, um funcionário do Departamento avalia os carros e faz um auto de recolhimento, na presença de um policial rodoviário, que aponta o que consta no veículo e seu estado de conservação.

Nos autos de recolhimento feitos nesse caso, segundo a assessoria de imprensa, já constam os “veículos depenados”, ou seja, os veículos não teriam sofrido danos no pátio. Cada auto de recolhimento é feito em três vias e uma delas fica com a Polícia Militar Rodoviária, de acordo com a tenente Fabiane Pane.

Ela confirma que os veículos danificados foram levados, logo após o acidente para um “ponto de apoio provisório”, local próximo a sede da Ecovias. No local, havia quase 30 policiais e a polícia não recebeu nenhuma reclamação de os carros teriam danos além dos causados no acidente, explica Pane. “Nada aconteceu em termos de furtos, se não teriam acionado a polícia que estava no local”. “Pedimos para que quem detectou que pertences foram subtraídos ( dos veículos ) que façam um boletim de ocorrência. Nós temos interesse em esclarecer esses fatos”, conclui.

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