Dorina Nowill morre aos 91 anos em São Paulo

Cega aos 17 anos, professora foi pioneira na inclusão de deficientes visuais no Brasil

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Futura Press
Dorina Nowill em foto de julho de 2009
A professora Dorina de Gouvêa Nowill, uma das maiores ativistas pela inclusão dos deficientes visuais no País, morreu no domingo aos 91 anos. Segundo informações de familiares, ela estava internada havia cerca de 15 dias no Hospital Santa Isabel, na zona oeste de São Paulo, para tratar uma infecção, mas acabou sofrendo parada cardíaca. O velório deve ser realizado nesta segunda-feira na sede da fundação que leva seu nome.

"Foi uma morte praticamente natural", afirmou seu filho Alexandre Nowill, que também era seu médico. Dorina, que era casada com Edward Hubert, deixa outros quatro filhos - Cristiano, Denise, Dorininha e Márcio Manuel -, além de 12 netos.

A professora ficou cega aos 17 anos por causa de uma doença que os médicos nunca conseguiram identificar. Após o incidente, ela decidiu então dedicar a vida à luta pela inclusão de pessoas na mesma condição.

Com um grupo de amigas, criou em 1946 a Fundação para o Livro do Cego no Brasil, que em 1991 recebeu seu nome. Junto com o Instituto Benjamin Constant, no Rio de Janeiro, a Fundação Dorina Nowill Para Cegos foi uma das pioneiras na produção de livros em Braille, na distribuição gratuita dessas obras para deficientes visuais e no desenvolvimento de técnicas mais modernas para que o cego consiga ler - como livros falados e vozes sintetizadas no computador. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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