Dono do Bahamas é condenado a 11 anos e oito meses de prisão

Oscar Maroni Filho foi condenado por favorecimento à prostituição e manutenção de local destinado a encontros libidinosos. Ele pode recorrer em liberdade

iG São Paulo |

Futura Press
Oscar Maroni foi condenado a mais de 11 anos por favorecer prostituição. Na foto, ele preso em 2009
A 5ª Vara Criminal de São Paulo condenou, na última sexta-feira (30), Oscar Maroni Filho, dono da boate Bahamas e de um hotel na região de Moema, zona sul da capital paulista, a onze anos e oito meses de reclusão pelos crimes de favorecimento à prostituição e manutenção de local destinado a “encontros libidinosos”. Ele pode recorrer da decisão em liberdade.

De acordo com o TJ, consta dos autos que no Bahamas aconteciam encontros libidinosos, onde trabalhavam de forma habitual garotas de programa. “Os encontros eram realizados nas suítes disponibilizadas no próprio estabelecimento, que fazia desses encontros sua principal e ‘bastante lucrativa’ atividade econômica”, explica o texto. Segundo a denúncia, as mulheres eram atraídas com a promessa de lucro e recebiam R$ 300 pelo programa, sendo fiscalizadas para que ficassem o menor tempo possível com os clientes. A jornada diária era de oito horas.

“Miss Garota de Programa”

Maroni também é acusado de promover o concurso 'Miss Garota de Programa', cuja vencedora ganhava uma viagem para Las Vegas, nos EUA. Além do empresário, outras cinco pessoas foram denunciadas por formação de quadrilha, tráfico interno de pessoas, manutenção de local destinado a encontros libidinosos e favorecimento à prostituição. A decisão ainda absolveu os outros cinco acusados de participarem do esquema por não haver nos autos, com relação a eles, suficientes provas para a condenação.

“Durante décadas Oscar Maroni Filho fez da exploração da prostituição alheia a fonte de sua fortuna, transformando-a em negócio que gerava R$ 1 milhão por mês, incontroversamente. Iniciando com uma casa de massagens, logo teve várias delas, e dali para o Bahamas, prosseguiu empregando toda sua energia no aprimoramento, divulgação, seleção e ampliação de seu prostíbulo-balneário”, diz decisão da juíza Cristina Ribeiro Leit.

Prisões

Em 2007, o empresário ficou preso por 50 dias sob acusação de manter um esquema de prostituição na boate Bahamas, em Moema. Tanto a boate quanto o Oscar's Hotel estão interditados desde 2007. Durante o ano de 2007, o hotel foi lacrado três vezes.

Em 2004, o Bahamas foi fechado e Maroni foi detido depois que deu entrevista à revista IstoÉ declarando que enriqueceu em 10 anos e que, com a inauguração de um hotel, o Bahamas iria se tornar uma "Disneylândia do prazer". Maroni foi preso em flagrante porque portava arma de uso do Exército.

A primeira vez que foi detido, em 1998, o empresário foi acusado de explorar a prostituição em sua boate de Moema. Na ocasião, outras 150 pessoas foram detidas no local.

*com AE

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