Dia mais seco do ano muda rotina de paulistanos

Escolas alteram exercícios e horários das aulas de educação física. Postos de saúde ficam lotados

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A cidade de São Paulo viveu na terça-feira o dia mais seco do ano, com 17% de umidade relativa do ar, segundo medição do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) realizada no Mirante de Santana, na zona Norte de São Paulo. O instituto alerta que no centro da cidade e próximos a locais como aeroportos este índice pode ter sido ainda menor.

O que era apenas incômodo - boca e pele secas, garganta arranhando e irritação nos olhos, entre outros sintomas - agora já faz Prefeitura, escolas e moradores mudarem a rotina.

Depois de três dias em estado de alerta e quatro em atenção, a Secretaria Municipal de Saúde colocou em prática seu Plano de Contingência para Situações de Baixa Umidade. Entre as recomendações estão evitar atividades ao ar livre ou em locais com aglomeração.

Aulas de educação física devem incluir apenas atividades leves. Caso o índice de umidade caia abaixo de 12% e seja decretada situação de emergência, elas poderão ser interrompidas. Não houve recomendações específicas do governo para a rede estadual.

Nos colégios particulares, a determinação também é mudar a rotina. "A orientação é que se passem exercícios leves e, conforme for possível, se altere o período das aulas de educação física", diz o presidente do Sindicato das Escolas Particulares, José Augusto de Mattos Lourenço.

Nos hospitais, a entrada de crianças, adultos e idosos com problemas respiratórios aumentou nos últimos dias. O movimento no Hospital Municipal Infantil Menino Jesus, no centro, cresceu 30% no inverno. No Hospital São Camilo, zona norte, o fluxo de pacientes foi intenso na terça-feira. "Gripes e infecções virais e respiratórias, como asma e pneumonia, são desencadeadas e agravadas pelo tempo seco", explica Carlos Eduardo Favatto, coordenador do pronto-socorro do Hospital São Camilo. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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