Depois de acordo com PM, organizadores mantêm Marcha da Liberdade em SP

Justiça proibiu novamente protesto e manifestantes concordaram em não fazer referências à droga

iG São Paulo |

Embora tenha sido proibida novamente pela Justiça, a Marcha da Liberdade acontece em São Paulo. No início da tarde, organizadores selaram um novo acordo com a Polícia Militar para que a manifestação ocorresse sem violência. Assim como da última vez, ficou acordado entre as partes que o protesto seria liberado desde que não fosse mencionada a palavra maconha ou feita qualquer referência à droga. Reunidos na Avenida Paulista, os manifestantes seguiram em caminhada rumo ao centro da cidade.  Segundo cálculos da PM, 1000 pessoas estavam presentes. Já para os organizadores, o número passava de 4000.

A polícia fez um cordão de isolamento para permitir a realização da marcha e monitorou o trânsito na via. A concentração para o ato começou por volta das 13h30. Na concentração, manifestantes distribuiram flores para pessoas que passavam pelo local e também para policiais. Em nota, os organizadores do protesto afirmavam que a marcha iria ocorrer mesmo com a proibição judicial imposta na sexta-feira (27) pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP).

A Marcha da Liberdade deste sábado é uma reação à repressão policial ocorrida na semana passada , quando a Polícia Militar atingiu com bombas de efeito moral, gás lacrimogêneo e balas de borracha os manifestantes. Na ocasião, os organizadores e os jornalistas fecharam o mesmo acordo com a Polícia Militar ( veja o vídeo da conversa ). Por conta disso, o nome foi mudado de Marcha da Maconha para Marcha da Liberdade, com o objetivo de realizar uma manifestação pela paz e liberdade de expressão.

Proibida pela Justiça

Pelo quarto ano consecutivo, a Marcha da Maconha foi proibida em São Paulo. Na semana passada, o desembargador Teodomiro Mendes, do Tribunal de Justiça de São Paulo, foi o responsável pela proibição ao deferir uma liminar a pedido do Ministério Público que alegava que a marcha seria apenas um pretexto para o uso público de entorpecentes. Foi decidido trocar o lema “maconha” por “liberdade de expressão” e encobrir com fita isolante as referências a erva.

A PM aceitou o acordo mas, pouco depois, lançou uma ofensiva contra os presentes. Manifestantes, jornalistas que cobriam o evento, motoristas que transitavam no sentido contrário à marcha e pessoas que simplesmente caminhavam pela avenida no momento da confusão foram vítimas da violência policial.

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