Depoimento de delegado será usado por defesa e acusação

No segundo dia de interrogatórios da audiência sobre a morte da advogada Mércia Nakashima, 15 testemunhas de defesa serão ouvidas

Lectícia Maggi, iG São Paulo |

O depoimento do delegado Antonio Olim, do Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa, que realizou as investigações do caso Mércia, deve ser um dos principais desta terça-feira. Arrolado pela defesa dos réus Mizael Bisto de Souza e o vigia Evandro Bezerra da Silva, ele também pode contribuir para a acusação. No segundo dia de interrogatórios da audiência sobre a morte da advogada Mércia Nakashima, prestarão depoimentos ao juiz Leandro Jorge Bittencourt Cano 15 testemunhas de defesa.

Ivon Ribeiro, um dos advogados de Mizael, irá questionar Olim sobre as contradições do relatório do GPS do veículo do policial militar aposentado. “Foram suprimidos os locais por onde ele passou. Fala que ficou 15 minutos na rua Domingos Alves, mas ele não parou.”

“Ele deve esclarecer bastante coisa. Mais do que a defesa imagina”, diz o promotor Rodrigo Merli. "Economizei uma testemunha. A defesa devia arrolar alguém para defender e não acusar como o doutor Olim. As testemunhas de hoje são de canonização para dizer que os réus são bons. A estratégia da defesa é desacreditar a investigação.”

Ex-mulher de Mizael

O advogado de acusação Alexandre de Sá Domingues, pediu uma investigação ao Ministério Público contra a ex-mulher de Mizael, Nilza Porto de Souza, para apuração de eventual responsabilidade pelos crimes de falso testemunho e denúncia caluniosa. Interrogada pelo magistrado, ela negou ter feito um Boletim de Ocorrência (BO) contra Mizael. Nilza apenas afirmou que procurou a policia após o fim do casamento porque não se conformava com o término do relacionamento.

Segundo a defesa, Nilza foi questionada por ter sido testemunha em um BO feito pela mãe dela, em 2003, contra Mizael por ameaça feita pelo genro. Durante seu depoimento, Nilza disse não saber de nada. “Não posse falar”, afirmou

O depoimento da ex-mulher de Mizael foi prestado na condição de “informante”, ou seja, sem o compromisso de falar a verdade.

Saiba como foi o primeiro dia de depoimentos no Fórum de Guarulhos.

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