Delegado diz que polícia já sabe quem matou Vanessa Duarte

Policiais estão nas ruas em busca de um dos suspeitos. Segundo participante ainda não foi identificado

Márcio Apolinário, iG São Paulo |

A Polícia Civil de São Paulo informou na tarde desta quinta-feira já saber a identidade de um dos suspeitos de assassinar a coordenadora de vendas Vanessa Duarte, de 25 anos, encontrada morta no último domingo, no km 41,5 da Rodovia Raposo Tavares, em Cotia, Grande São Paulo.

Reprodução
Vanessa Duarte ao lado do noivo Luiz Vanderlei de Oliveira
Segundo o delegado Zacarias Tadros, do setor de homicídios da delegacia de Carapicuíba, os agentes da policia estão nas ruas em busca do suspeito. De acordo com Tadros, esse suspeito possui passagens pela policia.

“As investigações confirmaram a linha de raciocínio que tínhamos. O suspeito era uma pessoa próxima a família. Ele não é parente e também não é amigo. É a única coisa que posso adiantar”, disse o delegado.

Tadros reforçou que descarta a hipótese do noivo ou de algum parente ter participado no crime. A polícia ainda busca a identificação do segundo suspeito.

Nesta semana foram divulgados os retratos falados dos dois suspeitos. O delegado não conformou se a identificação seria do primeiro ou do segundo retrato divulgado.

Laudo

Nesta quinta-feira, a polícia confirmou que Vanessa foi morta no sábado, por volta das 10h30, por asfixia causada por um absorvente íntimo introduzido em sua garganta . É o que aponta o laudo oficial do Instituto Médico Legal (IML) de Cotia, na Grande São Paulo, divulgado pela Polícia Civil nesta quinta-feira. Segundo o documento, a jovem também sofreu violência sexual e teve traumatismo craniano.

O caso

AE
Delegado Tadros ao lado dos retratos falados dos suspeitos
O corpo da coordenadora de vendas foi encontrado no domingo, no km 41,5 da Rodovia Raposo Tavares, em Cotia, Grande São Paulo. Ela estava desaparecida desde que saiu da casa do noivo, em Barueri, também na região metropolitana, às 8 horas de sábado, para encontrar suas amigas e irem juntas a um curso de maquiagem, mas não chegou ao local combinado. O corpo foi achado no meio da mata, seminu e apresentando sinais de violência. Próximos ao corpo foram encontrados um preservativo e duas embalagens vazias.

Na mesma manhã, as amigas estranharam a demora e tentaram achá-la. Um policial militar e dois amigos da coordenadora decidiram realizar buscas por contra própria. O carro que a jovem usava foi encontrado abandonado em Vargem Grande Paulista, também na Grande São Paulo, pela Polícia Militar. Uma moradora da região disse que viu quando o veículo foi deixado no local por um homem.

Segundo o noivo, Luiz Vanderlei de Oliveira, ele não havia estranhado o fato do telefone de Vanessa estar desligado. “Liguei e já deu caixa postal. Mas como eu não sabia de nada achei normal. Imaginei que ela deveria estar na aula e desligou o celular. Depois, as amigas disseram que ligaram para ela 9h20 e o celular estava desligado. Elas acharam estranho e depois de um tempo chamaram a polícia.”

De acordo com o relato do irmão, Danilo Duarte, a família da jovem estava em Curitiba, em um casamento de uma das primas de Vanessa, e ficaram sabendo da notícia por meio da polícia. “Todo mundo estava no Sul, e o noivo dela tinha emprestado o carro pra ela ir ao curso. No final da tarde, ele recebeu um telefonema da polícia dizendo que o carro dele havia sido encontrado com indícios de incêndio e abandonado em uma rodovia.”

Quando os policiais militares encontraram o veículo, havia um princípio de incêndio no banco do motorista. O fogo foi controlado pelos próprios soldados da PM. Dentro do carro, foi encontrada uma bolsa e havia também vestígios de sangue. O corpo de Vanessa foi encontrado em um matagal, próximo ao local de onde estava o carro. 

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