Defesa pede habeas corpus a acusado de matar Mércia

Segundo advogado, Mizael não deve se entregar nos próximos dias

Agência Estado |

nullO advogado Samir Haddad Junior, que defende Mizael Bispo dos Santos, acusado de matar a advogada Mércia Nakashima, entrou nesta terça-feira com um pedido de habeas corpus no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP). Segundo a assessoria do TJ, é pouco provável que o pedido seja julgado ainda hoje. A solicitação deve ser encaminhada para a desembargadora da 12ª Câmara Criminal, Angélica de Almeida.

Samir Haddad também reafirmou que seu cliente não deve se entregar nos próximos dias, pois considera a prisão arbitrária e sem fundamentação. Para ele, o depoimento do vigia Evandro Bezerra dos Santos é controverso . "Primeiro ele negou, e depois confessou." Além disso, Samir diz que "a polícia não tem uma prova concreta".

Na segunda-feira, Marco Antonio Desgualdo, diretor do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), e o delegado Antonio Olim, responsável pela investigação, afirmaram a jornalistas que Evandro e Mizael são os autores do assassinato de Mércia Nakashima, encontrada em uma represa de Nazaré Paulista, no interior de São Paulo. Segundo o diretor, "foi um crime premeditado".

Para o advogado, o pedido do Ministério Público para que a prisão temporária se torne preventiva não faz diferença. "Com o habeas corpus, ele estará em liberdade". No entanto, se a prisão preventiva for decretada e o habeas corpus negado, Mizael Bispo poderá ficar preso até ser julgado. O policial reformado está foragido desde sábado, quando foi expedido um pedido de prisão temporária por 30 dias.

Entenda o caso

Mércia tinha sido vista pela última vez no início da noite do dia 23 de maio, no bairro Macedo, em Guarulhos, na casa da avó. Depois que a advogada saiu de lá, não fez mais contato com amigos ou a família.

Mércia e Mizael foram sócios e namorados. Em entrevista ao iG, a irmã de Mércia, Claudia Nakashima, disse que o namoro dos dois foi marcado por idas e vindas e muitas brigas. Quando estava com ele “Mércia era outra pessoa”. “Ela não podia falar com ninguém, vizinhos do prédio até falam que quando ela estava sozinha no elevador cumprimentava; quando estava com ele, abaixava a cabeça”, diz Cláudia.

No dia do sumiço de Mércia, o advogado diz que foi visitar a filha e um irmão, com quem almoçou e, depois, saiu com uma garota de programa. Um fato que complica a situação de Souza é que o rastreador do carro dele mostrou que das 18h40 às 22h38 ele ficou estacionado em frente ao estacionamento do Hospital Geral de Guarulhos, em uma rua a menos de cinco minutos da casa da avó de Mércia.

No dia 11 de junho, um pescador encontrou o corpo de Mércia boiando em uma represa de Nazaré Paulista. No mesmo local, um dia antes, homens do Corpo de Bombeiros de Atibaia já tinham localizado o veículo da advogada, com todos os pertences dela dentro.

*com informações de iG São Paulo

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