Crack apreendido na Cracolândia é menor do que o confiscado por dia em SP

Em 2011 foi apreendida 1,84 tonelada de crack no Estado de São Paulo; montante é seis vezes menor do que a quantidade de cocaína encontrada

Ricardo Galhardo, iG São Paulo |

Frâncio de Holanda
Pedra de crack
O volume de crack confiscado nos 12 primeiros dias da operação da Polícia Militar na Cracolândia é inferior ao que se apreende em um único dia no Estado, segundo dados da Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP).

Segundo o balanço das 17h desta segunda-feira da PM, até agora foram levados 3,275 kg da droga na Cracolândia. A média diária em São Paulo é de 5kg.

Em 2011 foi apreendida 1,84 tonelada de crack em todo o Estado de São Paulo segundo levantamento feito pela SSP. O número é quase igual ao de 2010, quando foi apreendida 1,83 t da droga.

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Segundo a SSP, o montante aprendido em todo o ano passado é seis vezes menor do que a quantidade de cocaína em pó encontrada no Estado em 2011.

A falta de números confiáveis, tanto de consumo quanto de usuários, é um dos maiores problemas citados por especialistas para a elaboração de políticas efetivas de combate ao crack.

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Em nível federal a falta de informações é ainda maior. A Polícia Federal não tem sequer uma estimativa da quantidade de crack que circula no País. O único número disponível é a quantidade total de cocaína, 24 t, encontradas no ano passado.

Desde a campanha eleitoral de 2010 a presidenta, Dilma Rousseff, tem dito que o combate ao crack seria uma das prioridades de seu governo.

Segundo especialistas, a dificuldade em separar as apreensões de crack, cocaína em pó e pasta base é metodológica. As drogas têm o mesmo princípio ativo (clorohidrato de cocaína) e as delegacias têm o hábito de registrar as apreensões com base no resultado do laudo científico.

“Crack e cocaína são ‘nomes fantasia’”, explicou o chefe do Departamento de Investigações Sobre Narcóticos da Polícia Civil de São Paulo, Wagner Giudice.

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