Córrego transborda na zona leste e deixa motoristas ilhados

Córrego Aricanduva alagou avenida e deixou dezenas de carros ilhados na zona leste; uma pessoa morreu após desabamento

iG São Paulo |

Luiz Guarnieri/Futura Press
Cachorro se refugia em carro que ficou coberto pelas águas na região da avenida Aricanduva
O córrego Aricanduva, um dos principais afluentes do rio Tietê, transbordou na zona leste de São Paulo e deixou dezenas de carros ilhados na av. Aricanduva após a forte chuva que atingiu a região e a Grande São Paulo nesta sexta-feira. Por conta disso, a subprefeitura da Vila Formosa ficou em estado de alerta por mais de 2 horas. A capital teve regiões em estado de atenção até as 20h20, informou o Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE). 

Um homem morreu após o desabamento de uma laje de depósito na rua Professor Adhemar Antônio Prado, 438, no Jardim Tietê, também na zona leste. Segundo o Corpo de Bombeiros, o proprietário do depósito morreu no local. Outras duas pessoas ficaram feridas e foram encaminhadas para um hospital da região. 

Reprodução/Band
Motorista é resgatado por bote do Corpo de Bombeiros na avenida Aricanduva
A cidade registrou pelo menos 33 pontos de alagamento durante o dia. Conforme informações da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), já não há registro de alagamentos intransitáveis na região do Aricanduva, apenas lama entre as pistas.De acordo com a Infraero, o aeroporto de Congonhas, na zona sul da cidade, fechou para pousos e decolagens por cerca de 20 minutos.

Segundo um nota divulgada pela prefeitura de São Paulo, o transbordamento do córrego Aricanduva ocorreu porque em apenas duas horas choveu 67 mm na cabeceira do Aricanduva - localizada no córrego Oratório, na divisa entre os municípios de Mauá e São Paulo - o que representa 28% do previsto para o mês. A esse volume de água se somaram outros 40 mm de chuva, que caíram na região da avenida Aricanduva, próximo à avenida Itaquera.

A prefeitura informou que todas as equipes da subprefeitura de Aricanduva e de São Mateus farão a limpeza das ruas e de todo sistema de drenagem atingidos pelo alagamento. Segundo o CGE, a previsão é de que as chuvas percam intensidade, mas novas áreas de instabilidade podem atingir a região metropolitana entre o final da noite e a madrugada.

O tempo segue instável no fim de semana com pancadas de chuva alternadas com períodos de melhoria ao longo do dia. Os termômetros variam entre mínimas de 18ºC e máximas que podem superar os 30ºC. A continuidade das condições de chuva mantém elevado o risco de alagamentos e deslizamentos de terra nos próximos dias.

Ônibus incendiado

Moradores de uma favela próxima à avenida Sapopemba, na zona leste, atearam fogo em um caminhão e um ônibus, por volta das 18h15. De acordo com os Bombeiro, seis viaturas foram enviadas ao local e já apagaram o fogo. Os moradores teriam praticado o ato em protesto contra as frequentes enchentes que atingem a região, segundo informações dos bombeiros. Ninguém ficou ferido na manifestação.

Grande São Paulo

AE
Ponto de alagamento na região de Sapopemba, na zona leste da cidade de São Paulo
A cidade de Mauá, na Grande São Paulo, também foi muito castigada pelas chuvas e teve diversos pontos de alagamentos nesta sexta-feira, conforme a Defesa Civil municipal. No Jardim Zaíra, onde um deslizamento matou duas pessoas na noite de terça-feira, mais terra voltou a cair e atingir casas. Ninguém ficou ferido, de acordo com a Defesa Civil.

A chuva, que durou cerca de 2 horas, provocou um ponto de alagamento na avenida João Ramalho, que permanecia até as 20h30. Principal via de ligação entre Mauá e Santo André, diversos carros estão parados antes da água acumulada, sem poder prosseguir. Um caminhão que tentou passar atolou na lama, mas já foi retirado pelos bombeiros. A Defesa Civil atendia, às 20h30, diversos chamados de casas que sofreram avarias com as chuvas.

Após o deslizamento de terra do último dia 4, pelo menos 29 casas foram interditadas no Morro do Macuco, no bairro Jardim Zaíra. O desastre matou mãe e filho. De acordo com a assessoria da prefeitura de Mauá, um mapeamento realizado em 2004 considerou a área do Morro do Macuco como de risco e sugeriu a remoção dos moradores, o que não foi feito.

Mortes em queda

Os temporais que atingem o Estado de São Paulo já deixam dez vítimas fatais e 11 feridos, segundo a Defesa Civil Estadual. Desde o dia 1º de dezembro, quando teve início a Operação Verão, 57 municípios foram afetados, 38 tiveram estado de atenção decretado e Mauá, na Grande capital paulista, está em estado de alerta. No mesmo período da última Operação Verão (2009/2010), os temporais deixaram 43 mortos e 27 feridos em todo o Estado.

Com informações da AE

    Leia tudo sobre: córregochuvaestado de atenção

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG