Continua em estado grave ferido em briga de gangues

Tumulto envolveu cerca de 200 punks e skinheads em Pinheiros. Johni Raoni, morto durante briga, era conhecido pela polícia por agressões e suspeita de assassinato

iG São Paulo |

Fábio dos Santos Medeiro, de 21 anos, um dos feridos durante a briga entre punks e skinheads no sábado (3), continua internado em estado grave na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital das Clínicas, em São Paulo.

Segundo o hospital, Fábio teve um traumatismo crânio-encefálico e respira com a ajuda de aparelhos. Ele se feriu durante uma briga envolvendo cerca de 200 pessoas dos grupos rivais marcada pelo microblog Twitter, no sábado em frente a uma casa de shows, na rua Cardeal Arcoverde, em Pinheiros, na zona oeste.

A segunda vítima foi Johni Raoni Falcão Galanciak, de 25 anos. Ele foi agredido e esfaqueado durante a briga entre as gangues. Integrante do grupo Devastação Punk, uma das gangues mais violentas de São Paulo, Galanciak foi preso em 2006 após atirar ovos no ex-governador José Serra durante um comício. Em sua ficha criminal, ele colecionava registros de agressões e inclusive suspeita de assassinato.

Briga

Segundo a Polícia Militar, a confusão ocorreu em frente à boate Carioca Club, onde seria realizada a apresentação da banda punk inglesa Cook Sparrer. No sábado, de acordo com o porta voz do comando de policiamento da capital, capitão Cleodato Moisés do Nascimento, a PM recebeu o pedido de policiamento do organizador do evento e, por meio de redes sociais, percebeu que poderia haver um confronto em grupos skinheas e punks.

"A partir daí começamos a monitorar a área com seis motos Rocam, duas viaturas da força tática e uma do setor que cuida da área territotrial", explicou Moisés. Segundo o capitão, o entorno do local também estava sendo monitorado, principalmente a estação de metrô Clínicas e os pontos de ônibus.

"A ousadia ( dos grupos ) foi tão grande que por volta das 19h15 começou um tumulto na frente do evento e na própria ( rua ) Cardeal Arco Verde existia uma patrulha da PM, daí a ousadia", conta Moisés. Ele ressaltou que 15 policiais chegaram no local, mas não viu as agressões acontecendo, por isso não foi determinado flagrante. "A PM não deu flagrante e dependia de testemunhas. Mas esses grupos atuam muito sob pacto, para a briga e para não denunciar o outro. Como não apareceu ninguém para testemunhar, a Polícia Civil não consegue mantê-los presos."

A polícia apreendeu skates sujos de sangue, quatro facas, um estilingue, seis bolinhas de gude e pedaços de madeira. Oito pessoas foram encaminhadas à delegacia para averiguação, mas negaram envolvimento na briga. O caso foi registrado como lesão corporal e homicídio simples. 

*com AE

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