Congonhas, em São Paulo, poderá abrir 1h mais tarde

Decisão será tomada nesta sexta-feira por grupo de trabalho criado pela Justiça Federal

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Após quatro meses de discussões, o grupo de trabalho criado pela Justiça Federal para buscar um acordo para o funcionamento do Aeroporto de Congonhas, na zona sul de São Paulo, chega dividido nesta sexta-feira à última reunião. O ponto central da discórdia é o horário de funcionamento. Embora as associações de moradores já admitam abrir mão de reivindicações em troca de uma hora a mais de sossego, companhias aéreas e autoridades do setor relutam em perder espaço.

A proposta que desponta como mais "factível" na avaliação de integrantes do grupo ouvidos pelo Estado seria retardar em uma hora a abertura do terminal. Hoje, Congonhas opera das 6 horas às 23 horas. A ideia é que passe a funcionar das 7 horas às 23 horas, o que garantiria 8 horas de descanso aos vizinhos.

Se houver consenso, as partes - associações de moradores, Anac, Infraero, Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias (Snea) - devem sair da reunião de hoje com um minuta do acordo, para que seja homologado pelo juiz em audiência marcada para próxima terça-feira. Caso contrário, haveria duas opções: estabelecer novo prazo para os debates ou levar adiante as ações judiciais sobre o assunto.

Na última reunião do grupo, realizada no dia 8, representantes das associações de moradores reclamaram que a passagem dos aviões logo cedo interfere no sono. Na ocasião, o engenheiro Jules Slama, professor de engenharia mecânica da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) que assessora na medição do ruído de Congonhas, afirmou que a queixa era pertinente. Segundo ele, o horário entre 6 horas e 7 horas ainda é considerado noturno e, portanto, ruídos altos podem interferir no sono. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo .

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