Comerciante negocia festa com bandidos e acaba refém, diz polícia

Comerciante e 2 funcionários são libertados de cativeiro após 24h, em SP. Cansados de roubos, tentaram negociar com assaltantes

AE |

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Policiais militares libertaram na quinta-feira um comerciante, dono de um depósito de materiais de construção, e dois funcionários dele de um cativeiro na região do Capão Redondo, zona sul de São Paulo. As vítimas passaram cerca de 24h em poder dos sequestradores.

Futura Press
Polícia estoura cativeiro, liberta comerciante e dois funcionários, e prende um dos sequestradores

De acordo com informações da polícia, o comerciante disse que, cansado de ser assaltado, se interessou pela proposta de alguns criminosos, que residem em uma favela na região, de bancar uma festa para a quadrilha em troca de segurança e do término dos assaltos.

Um dos funcionários foi até a favela para negociar com os suspeitos, mas acabou retido. O comerciante foi então contatado pelos criminosos, que exigiam a presença dele no local para acertar os detalhes.

No começo da noite de quarta-feira, o comerciante,com outro funcionário, seguiu em direção ao lugar combinado a fim de conversar com os criminosos. No local, o comerciante e o empregado também acabaram reféns dos suspeitos, que então entraram em contato com o irmão do comerciante, afirmando que iriam soltá-lo até as 20h, após acertarem os detalhes do valor da festa.

Como ninguém foi solto após o horário informado, os parentes do comerciante entraram em contato com a polícia. Uma denúncia anônima levou os policiais até o cativeiro. Um dos criminosos, ao perceber a chegada da Polícia Militar (PM), estourou o vidro de um dos cômodos da casa e fugiu. O outro, identificado como Caíque Pereira dos Santos, de 22 anos, foi detido com um facão.

Segundo a polícia, os suspeitos, que durante todo o tempo exibiam armas de fogo, já haviam decidido que iriam ligar novamente para os parentes do comerciante e exigir pelo menos R$ 30 mil para soltá-lo. Conforme relato das vítimas, pelo menos cinco homens estariam envolvidos no sequestro. No cativeiro, as vítimas eram ameaçadas de morte ao mesmo tempo em que assistiam ao consumo constante de drogas.

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