Com orçamento maior, Kassab promete realizar projetos

Promessas incluem o fim do terceiro turno nas escolas municipais e construção de três hospitais na periferia

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Em seu sexto ano como prefeito de São Paulo e com orçamento 20% maior, Gilberto Kassab (DEM) quer começar a tirar do papel em 2011 as promessas feitas na campanha de 2008, como o fim do terceiro turno na rede municipal de ensino e a construção de três hospitais na periferia.

Ancorada na expansão do mercado imobiliário e em convênios com a iniciativa privada, Estado e União, a previsão de investimentos quase triplicou - de R$ 1,8 bilhão em 2010 para R$ 5,1 bilhões. A proposta orçamentária que será enviada amanhã à Câmara Municipal pelo prefeito tem valor global de R$ 34,6 bilhões, ante R$ 29 bilhões deste ano.

De R$ 5,1 bilhões para novos projetos, R$ 1,3 bilhão já foi arrecadado de empresas que pagaram para construir acima do permitido pela Lei de Zoneamento nas regiões de operações urbanas - Água Espraiada, Faria Lima, Água Branca e Centro. Mais cerca de R$ 1 bilhão vão vir da Sabesp, pelo contrato de concessão de 30 anos firmado com a capital paulista em 2009.

Kassab diz ainda que em 2011 não precisará mais demarcar R$ 1 bilhão para o pagamento de precatórios, uma vez que o Senado vetou a quitação das dívidas mediante determinação judicial. Outros R$ 600 milhões virão de repasses do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) para obras de urbanização em Paraisópolis e Heliópolis.

"Temos um orçamento que não é uma peça de ficção. A projeção tem como base o aumento na arrecadação em quase todos os tributos, incluindo ICMS (30%), IPTU (12%) e ITBI (70%)", argumenta o prefeito. "Esperávamos até que houvesse um arrefecimento da arrecadação no último semestre, mas isso não ocorreu. Os dados indicam que a economia continua muito aquecida", emenda Walter Aluisio Morais Rodrigues, secretário municipal de Finanças.

O maior salto será no setor de Educação, cujo volume de verbas passará de R$ 4,1 bilhões neste ano para R$ 7 bilhões em 2011. Na Saúde, o crescimento será de R$ 4 bilhões para R$ 4,5 bilhões. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo .

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