Cidade é inundada no interior de SP após 15h de chuva

Em 15h choveu o equivalente a um mês. Bofete tem cerca de 150 moradores isolados e Prefeitura decretou situação de emergência

iG São Paulo |

A Prefeitura de Bofete, no interior de São Paulo, decretou situação de emergência, na segunda-feira, por causa dos prejuízos causados pelas fortes chuvas. O município ficou inundado após 15h seguidas de chuva no fim de semana.

Segundo a Defesa Civil, cerca de 150 famílias dos bairros rurais estão isoladas. Moradores dos bairros Saracaí, Tambaú, Mirante do Vale, Óleo, Roseira, Três Pedras estão impossibilitados de chegarem até o centro da cidade.

O índice pluviométrico atingiu 114 milímetros, o equivalente a um mês de chuvas. Essa pode ser uma das maiores enchentes da história do município. Pelo menos 12 pontes foram destruídas. Pessoas que residiam nas margens do Rio do Peixe perderam imóveis e gado. Não há registros de mortes e feridos.

A Prefeitura de Bofete afirma que a cidade está sofrendo constantes enchentes nos últimos anos devido ao asseoramento do Rio do Peixe e afluentes, principalmente em razão do grande número de estradas abertas nos loteamentos para vendas de chácaras.

O município calcula que mais de 20 mil chácaras foram vendidas nas décadas de 80 e 90. A Administração Pública criou uma Lei, já aprovada pela Câmara de Vereadores, que dá o direito da Prefeitura entrar nas propriedades particulares para fazer curvas de nível ou caixas de contenção quando o proprietário não tiver condições de fazê-los.

Chuva no Sul

O Sul do País também está sofrendo com as intensas chuvas. A cidade de São Lourenço do Sul, no Rio Grande do Sul, estima em cerca de R$ 400 milhões os prejuízos causados pela chuva. A recuperação do município, localizado às margens da Lagoa dos Patos, pode levar mais de um ano.

Na cidade de Morretes, no litoral do Paraná, duas pessoas ainda estão desaparecidas .  O município tem 8 mil pessoas desalojadas e decretou estado de calamidade pública. A Coordenadoria Estadual da Defesa Civil confirmou duas mortes provocadas por soterramento no município Antonina.

Caminhoneiros que esperam para descarregar soja, trigo e milho no Porto de Paranaguá, também no litoral do EStado, sofrem com falta de água e comida . Por conta da destruição da BR-277, que liga Curitiba ao litoral, causada pelas chuvas da semana passada, caminhões pesados não estão passando pela rodovia e permanecem no acostamento.

*Com AE

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