Chega a seis número de mortos em chacina em SP

Moradores de rua foram assassinados a tiros no bairro do Jaçanã

iG São Paulo |

Subiu para seis o número de moradores de rua mortos em uma chacina ocorrida durante a madrugada desta segunda-feira na região do Jaçanã, na zona norte de São Paulo. Segundo a Polícia Militar (PM), a sexta vítima morreu nesta manhã no Hospital Padre Bento. Outro homem foi assassinado, no mesmo horário, a cerca de um quilômetro do local. Os crimes ocorrem um dia após outras seis pessoas serem mortas em São Bernardo do Campo .

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Viaduto onde cinco pessoas foram assassinadas
As vítimas dormiam sob um viaduto na altura do km 86 da rodovia Fernão Dias, na rua Abílio Pedro Ramos, quando cinco homens chegaram em três motos e atiraram várias vezes em sete vítimas, segundo testemunhas. Cinco vítimas, todos homens, morreram no local e apenas Manuel do Nascimento Batista Cerqueira Junior havia sido identificado até esta manhã. Além da vítima que morreu no Hospital Padre Bento, uma mulher identificada com Mariana, que levou um tiro na cabeça, sobreviveu e está internada em estado grave no Hospital do Mandaqui. No início da tarde desta terça-feira ela passava por uma cirurgia no hospital.

Também no horário da chacina, a cerca de um quilômetro do local do crime, na rua Manoel Fernandes Silva, outro homem foi encontrado baleado e encaminhado para o Hospital Padre Bento, mas não resistiu e morreu. A polícia não sabe se os crimes estão relacionados.

É a quinta chacina deste ano na região metropolitana de São Paulo, elevando a 26 o total de vítimas. O crime foi registrado no 73º DP (Jaçanã).

A polícia ainda analisa os depoimentos e as informações coletadas no caso. Conforme a foto acima, um cachimbo usado no consumo de crack foi encontrado no local. As disputas e dívidas pelo comércio do crack são geradores de altos índices de violência nas grandes cidades.

Segundo o pesquisador Flávio Sapori, coordenador do Instituto Minas pela Paz e do Centro de Estudos e Pesquisa em segurança pública da PUC Minas, a venda pulverizada do crack e o alto índice de 'revendedores-consumidores' acaba tornado a cadeia de comércio da droga tão letal . “O vendedor-usuário do crack acaba uma hora ou outra se tornando um devedor. E nessa cadeia, se alguém deve alguma coisa, essa dívida se reproduz nos outros setores de venda. Um vai devendo para o outro. E aí, se ele não paga, não se pode procurar o Procon. É quando entra a força física, a arma de fogo e as mortes. E essa cadeia de venda vira uma cadeia de mortes e de violência”, afirmou ao iG em seminário em Belo Horizonte no fim da última semana.

Agressões

Uma homem e uma mulher foram agredidos por cerca de dez homens na noite deste domingo, 9, sob o mesmo viaduto onde ocorreu a chacina, conforme indicaram testemunhas. A violência teria começado após uma moradora de rua aproveitar uma colisão entre veículos para roubar a bolsa de uma motorista. Algumas horas depois, os agressores teriam chegado ao local e atingido o homem e a mulher com socos e pontapés.

* com informações da AE

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