CET pode limitar caminhão na Marginal a 70 km/h

Com restrição de veículos pesados das 5h às 21h, via é invadida à noite por caminhões que trafegam em alta velocidade

AE |

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A restrição de tráfego para caminhões em São Paulo retirou cerca de 30 mil veículos da Marginal do Pinheiros durante o dia. Mas, pontualmente às 21 horas, a via voltou a ser invadida por caminhões de todos os tipos e tamanhos, que trafegam em alta velocidade, realizam manobras arriscadas, infringem as regras e colocam em risco os outros motoristas. Em um horário em que a fiscalização é quase inexistente.

A situação fez a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) iniciar estudos para reduzir o limite de velocidade. Os caminhões podem circular hoje na Pinheiros a até 90 km/h - a CET deve reduzir esse limite para 70 km/h nos próximos dias. A mesma medida já foi adotada na Marginal do Tietê.

Desde o início da restrição, no dia 2, a reportagem do jornal O Estado de S. Paulo acompanhou a movimentação dos caminhões à noite na Marginal do Pinheiros. A partir das 21 horas, há uma grande saída desses veículos, transitando quase todos perto ou acima do limite de 90 km/h. Muitos colocam farol alto atrás dos demais motoristas ou arriscam ultrapassagens arriscadas. Tudo para recuperar o tempo perdido por não poderem circular de dia. Não houve, nos percursos feitos, uma única vez em que se registrou algum funcionário da CET para flagrar as irregularidades. Também não foram encontrados guinchos, como ocorre durante o dia.

Mesmo com o volume maior de caminhões à noite e de madrugada, a CET não reforçou a vigilância. Nas quase duas horas em que a reportagem percorreu a via na segunda-feira, nenhuma viatura foi vista. A CET informou que oito fazem a fiscalização na Marginal do Pinheiros, "além de contar com policiais do Comando de Policiamento de Trânsito (CPTran) e com a fiscalização dos radares (há quatro)".

A CET também afirma que dois guinchos ficam parados para atendimento nas Avenidas dos Bandeirantes e Politécnica - nenhum estava a postos na segunda-feira. A companhia também diz que os dois pátios operacionais da região podem dar suporte, em caso de acidentes. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo .

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