CET de Santos é investigada por suposta fraude

Funcionários da companhia deram baixas indevidamente a milhares de multas como se elas tivessem sido suspensas por ordem judicial

AE |

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A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) de Santos (SP) está sendo investigada em um inquérito policial que apura o cancelamento ilegal de mais de sete mil multas em um esquema de fraude iniciado em 2003. A Delegacia de Investigações Gerais (DIG) do Deinter-6 instaurou um inquérito no dia 28 de setembro, após receber uma denúncia da própria CET, que detectou que milhares de autos de infração de trânsito haviam sido apagados do sistema de informação da companhia de forma irregular.

Segundo a apuração, funcionários com senhas pessoais e intransferíveis deram baixas indevidamente a todas essas infrações como se elas tivessem sido suspensas por ordem judicial. Além do envolvimento de funcionários da CET na fraude, a polícia apura a participação de despachantes no esquema, que teriam agenciado os cancelamentos das multas. Segundo a polícia, "entre três e quatro pessoas" já foram ouvidas, mas o inquérito ainda está em fase de "coleta de provas" e outras pessoas - inclusive motoristas infratores que tiveram suas multas canceladas irregularmente - deverão ser ouvidos. 

Duas equipes da DIG trabalham para o esclarecimento dos fatos, mas segundo a Polícia Civil, ainda há muito material para ser avaliado e o inquérito não tem data para ser concluído. O procedimento policial pedindo a prorrogação do prazo do inquérito já foi encaminhado à Justiça e distribuído para 4ª Vara Criminal de Santos. 

Em nota, a CET-Santos destacou que vem colaborando com as autoridades policiais para a elucidação rápida do caso e que todas as senhas que permitiam a baixa de multas por mandado de segurança pela Unidade de Assuntos Jurídicos da empresa foram canceladas, e as pessoas supostamente envolvidas na fraude foram afastadas de suas funções de forma preventiva. 

A CET-Santos afirma ainda que "está estudando as formas para reativar o bloqueio dos autos de infração baixados irregularmente, cobrando os valores devidos aos condutores beneficiados pela fraude, e imputando a pontuação correspondente nos seus prontuários", sem estimar ainda o valor do prejuízo que a fraude trouxe aos cofres da empresa municipal.

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