Caso Miguel: colégio realiza reunião com pais de alunos

Escola irá conversar com os pais do aluno suspeito, para que ele seja transferido

Lectícia Maggi, iG São Paulo |

Na manhã desta segunda-feira, por volta das 9h, pais de alunos participaram de uma reunião com dirigentes do Colégio Adventista, que divulgaram a posição da escola sobre a morte do estudante, Miguel Ricci, de 9 anos, morto na última quarta-feira, por um tiro dentro da escola.

Os pais de Miguel, Dennys Winston Ricci dos Santos e Roberta Cassio Cestari Ricci, também foram ao local, mas disseram que foram avisados apenas pela avó de outro aluno. Procurada, a assessoria de imprensa informou que telefonou para eles diversas vezes durante o domingo, mas ninguém atendeu.
Bastante exaltada, Letícia Quintas Ricci, avó paterna de Miguel, acusou o colégio de querer “amenizar a situação”, após a morte de seu neto. “O meu neto morreu, acabou. Mas eles querem continuar. O negócio deles é dinheiro. São responsáveis pela morte do meu neto”, considerou.

Alguns pais saíram apreensivos do encontro, como o caso da pedagoga Sirlene Cremonesi Bertuani, de 32 anos, “Só disseram pra gente o que já foi divulgado na imprensa. Não confirmaram quem foi”, afirmou ela, acrescentando que a escola se comprometeu a colocar câmeras de segurança, mas não disse a data exata quando isso deve acontecer.

A pedagoga, que é mãe de um aluno de quatro anos, garantiu que irá cobrar respostas do colégio. “Quero saber quem foi, e se vai ficar aí (no colégio). Não pela criança, mas pelos pais dela”, afirmou. Segundo ela, a escola disse que irá conversar com os pais do aluno suspeito, para que ele seja transferido. Fato esse, que a assessoria de imprensa não confirma.

Apesar da preocupação, ela disse que irá manter o filho da escola. “Vou deixar porque ele gosta, mas vou cobrar segurança”. O diretor da instituição, Alan Rodrigues, conversou rapidamente com os jornalistas e “lamentou a fatalidade” dizendo que na sociedade “todo mundo está vulnerável”. Ele enfatizou o pronto-atendimento dado a Miguel, e afirmou que a preocupação da escola, além de os alunos, é com funcionários e professores. Segundo ele, todos receberão tratamento psicológico, se assim desejarem. “A escola está colaborando para que isso seja esclarecido o mais rápido possível”.

Ainda na manhã de hoje, o contador Calor Alberto Carpi, que prestou depoimento, disse que, durante o depoimento, seu filho foi questionado sobre coisas simples como: “se ele estava com Miguel no pátio antes do ocorrido”, o que negado pela criança. Carpi defendeu o colégio e afirmou que vai manter os dois filhos estudando no local. “Para mim foi uma fatalidade. A escola é boa, eles estão lá desde 2005 e nunca houve nenhum problema”.

Mudança de ambiente

Em nota a escola afirmou que, ficou definido que a turma do 4º ano, da manhã, terá atividades em outro ambiente, com atendimento especializado. A sala de aula, onde aconteceu o acidente, continua interditada por prazo indeterminado.

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