Casal morto em queda de balão é enterrado

Vítimas deixam dois filhos gêmeos e família ainda não sabe com quem ficarão as crianças

Márcio Apolinário, especial para o iG |

Foram enterrados, sob aplausos, às 8 horas desta segunda-feira, no Cemitério Municipal de Barueri, os corpos do casal Daniela Gonçalvez Ciarallo e Franklin Ciarallo, vítimas da queda de dois balões ocorrida no último sábado em Boituva, interior de São Paulo.

Flávio Torres/Fotomídia
Casal é enterrado sob aplausos, em Barueri

O casal deixa dois filhos gêmeos, um menino e uma menina, de dois anos de idade. De acordo com Silvio Gonçalvez, irmão de Daniela, a família ainda não sabe com quem as crianças ficarão. “Está tudo muito recente, não decidimos ainda com quem eles vão ficar. Por enquanto eles estão na casa da minha mãe. Estamos todos muito abalados para decidir qualquer coisa”, explicou o irmão.

Segundo uma das irmãs de Daniela, Cida Gonçalvez, o casal havia marcado o voo para comemorar o aniversário de cinco anos de casado. “Ele queria voar de asa-delta, e ela conseguiu o fazer desistir da ideia, alegando que voar de balão seria mais seguro. E agora eu perdi minha irmã”, lamentou Cida, que chegou a passar mal durante o enterro, e teve que ser amparada por parentes.

“Ainda não caiu minha ficha. Éramos cinco irmãos e agora somos apenas quatro. Não sei como será minha vida daqui para frente, a gente era muito amiga e estávamos sempre juntas. Agora ela se foi e me deixou aqui.”

O primo, e melhor amigo de Franklin, Diogo Morales, de 22 anos, comentou a relação de amizade entre os dois. “O Franklin era uma pessoa muito querida. Eu e ele éramos como carne e unha, sempre juntos nos lugares. Eu estava sempre na casa dele. A ligação que recebi ontem (domingo), pela manhã, acabou com minha vida. Vou sentir muita dele. Mais do que um primo, ele era meu irmão.”

O acidente

nullO acidente aconteceu no último sábado (30) em Boituva, interior de São Paulo, deixou 14 pessoas feridas e matou o piloto Antonio Carlos Giusti e o casal Daniela Gonçalvez Ciarollo e Franklin Ciarollo, ambos de 31 anos, que fazia um passeio. O acidente é o primeiro com balões a provocar morte no Brasil.

Segundo o balonista Johnny Alvarez, de 37 anos, que pilotava outro balão no dia do acidente, uma forte rajada de vento foi a causa da queda. Alvarez, dono da empresa de balonismo Johnny do Balão, conseguiu pousar num campo e foi resgatado com dois amigos. "A frente fria se antecipou à previsão e nos pegou de surpresa", disse.

Alvarez contou que os balões se aproximavam do ponto de pouso, quando foram arrastados pelo vento. No total, tinham decolado do Centro de Paraquedismo oito balões, segundo ele, mas apenas três - o dele e os dois que caíram - foram apanhados pela rajada.

De acordo com Alvarez, o piloto Antonio Carlos Giusti, uma das vítimas, era muito experiente. Os balões que caíram em um campo e em uma usina da rodovia Castelo Branco, altura do km 112, tinham oito pessoas a bordo e nove, respectivamente.

Entre os feridos estão a produtora da Rede Record Maria do Carmo Santos e seu marido, Claudio Santos. Segundo Vera Lucia Horn, amiga do casal, Maria do Carmo foi transferida do Hospital Sanatorinho, em Itu, para o Hospital Santa Catarina, em São Paulo.

Claudio foi levado ao Hospital Regional de Sorocaba, mas passa bem. "Ele está conversando. Estamos mais preocupados com ela, pois ainda não foi dado um diagnóstico", diz.

Com informações de Carina Martins, enviada a Boituva.

    Leia tudo sobre: acidentebalãoboituvaenterrotragédia

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG