Caos no novo horário da Linha 4 do Metrô em São Paulo

No 1º dia funcionando em horário integral, plataformas das estações ficaram superlotadas. Metrô diz que monitora sistema e poderá propor ajustes

AE |

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Após quatro anos de espera, a Linha 4-Amarela do Metrô não deu conta de atender a grande quantidade de passageiros no seu primeiro dia de funcionamento integral. No pico da tarde, os túneis de interligação das estações ficaram superlotados - e andar por lá foi impossível. As baldeações entre as plataformas duraram 15 minutos. O Metrô diz que poderá propor mudanças nos próximos dias. 

As modernas esteiras rolantes - uma das vedetes tecnológicas da nova linha - tiveram de ser desligadas no túnel que liga a Estação Consolação, da Linha 2-Verde, com a Estação Paulista, da Linha 4-Amarela. O mesmo ocorreu com as escadas rolantes. Foi uma medida de segurança: havia tanta gente que o chão em movimento poderia causar acidentes. Os usuários ficaram paradas nos túneis, sem poder andar, por causa da enorme quantidade de gente. O percurso, fora do horário de pico, não chega a três minutos.

"Acabou o encanto. A linha nova é muito legal, os trens são bonitos. Mas essa muvuca toda faz a gente lembrar que o metrô ainda precisa melhorar muito", disse a auxiliar de vendas Priscila Vieira Alves, de 24 anos. As estações Luz e República foram inauguradas no dia 15 , mas funcionavam apenas fora dos horários de pico. A Linha 4-Amarela, prometida originalmente para 2007, é considerada a "linha da integração", por permitir mais conexões entre a rede. 

Na segunda (26), até as 17h, 247 mil pessoas haviam passado por ela - 34% a mais do que na segunda-feira anterior. Na Luz, onde a Linha 4-Amarela faz interligação com a Linha 1-Azul e com três linhas da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), também houve superlotação. A diferença é que, lá, os corredores são mais largos e não há nem escadas nem esteiras rolantes - o que atrapalhou menos os deslocamentos. 

Ajustes

A ViaQuatro, empresa que administra a Linha 4-Amarela, diz que não comentaria eventuais falhas de estrutura ou de planejamento, uma vez que ela não construiu as paradas, apenas as opera. O Metrô disse que está monitorando o sistema e pode propor ajustes em conjunto com CPTM e ViaQuatro. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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