Transportadores de combustíveis entram em greve e cogitam paralisação nacional

Sindicato diz que distribuição no Ipiranga, Guarulhos, São Caetano e Barueri foi paralisada. CET iniciou fiscalização da restrição nesta segunda-feira

iG São Paulo |

Nelson Antoine/Fotoarena/AE
Caminhoneiros que desrespeitarem restrição serão multados. Na foto, Marginal Tietê hoje
Motoristas que realizam trabalhos de descarga e de distribuição de combustível de grandes postos de distribuição no Ipiranga, na zona sul de São Paulo, Guarulhos, São Caetano e Barueri paralisaram hoje a atividade em protesto à proibição do tráfego de caminhões.

"Se caso o governo não se manifestar, outros cerca de 20 sindicatos do País já confirmaram a adesão à paralisação, gerando uma greve nacional", prevê Bernabé Gastão, presidente do Sindicato dos Transportadores de Cargas Líquidas e Corrosivas do Estado de São Paulo.

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A nova restrição passa a ser fiscalizada a partir de hoje na Marginal do Tietê em outras 25 vias da capital, entre as 5h e 9h da manhã e das 17h às 22h, de segunda à sexta-feira. Aos sábados, a restrição será das 10h às 14h. Multas de R$ 85,13 e quatro pontos na carteira começam a ser aplicadas aos veículos que desrespeitarem a restrição.

Entenda: Veja as regras da nova regulamentação para o trânsito de caminhões

Gastão disse ainda que não há previsão do retorno ao trabalho e que, a partir do segundo dia da interrupção da entrega dos combustíveis, os postos de combustíveis começarão a sentir o reflexo da paralisação e começarão a apresentar falta de combustível. Só na capital paulista cerca de 54 mil veículos estão cadastrados.

Protestos

"Desde dezembro do ano passado, o Sindicato dos Transportadores de Rodoviários de Autônomos de Bens do Estado de São Paulo (Sindicam-SP) vem pedindo uma audiência com prefeito Gilberto Kassab e o secretário de transporte para encontrar uma solução e em nenhum momento eles responderam", explica Gastão.

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Fiscal da CET multa caminhões que desrespeitam restrição na Marginal Tietê, na zona norte de SP

Os motoristas, segundo o presidente, "não têm outra opção para trafegar enquanto o Rodoanel não estiver totalmente construído", explica. "Em oito horas, é impossível o trabalhador carregar o caminhão e chegar ao seu destino final sem passar principalmente pela Marginal do Tietê", conclui. "Os motoristas encontram pontos de restrição em todo lugar, e isso aumenta o custo do frete, além de os motoristas serem multados."

Os motoristas de caminhões também fariam no começo da manhã de hoje protestos em várias vias públicas contra a restrição ao tráfego de veículos pesados em avenidas do minianel viário de São Paulo. Segundo Gastão, os protestos não serão feitos na Marginal do Tietê, para não prejudicar motoristas de veículos de passeio. Segundo a Companhia de Engenharia e Tráfego (CET), não houve registro de vias bloqueadas devido manifestações de caminhoneiros. 

Trânsito

Por volta das 15h, a CET registrava 30 km de congestionamento na capital. O índice é considerado acima da média para o horário. Durante todo o dia, a Marginal Tietê é considerada o pior trecho para o motorista. No momento, há pelo menos 13 km de lentidão em dois pontos sentido Castello Branco.

No primeiro, na pista central, entre as pontes Júlio de Mesquita Neto e dos Remédios, há 7,5 km de morosidade. O segundo ponto crítico está na pista local e reduz a velocidade do motorista por 6 km, entre as pontes Júlio de Mesquita Neto e Nova Fepasa.

Um acidente grave chegou a interditar a marginal no fim da manhã, por volta das 11h30. Segundo a CET, um motociclista morreu após uma colisão com um caminhão , na pista expressa, sentido Lapa, perto da ponte dos Remédios. Por conta da interdição, uma hora depois de acidente o congestionamento chegava a 11 km indo até a ponte da Casa Verde.

*com AE

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