Caminhoneiros em greve realizam protesto na Marginal Tietê

Com carros de som, transportadores de combustíveis e de cargas protestaram contra a restrições a veículos pesados

iG São Paulo |

Os transportadores de combustíveis em greve há três dias realizaram um protesto nesta quarta-feira na pista central da Marginal Tietê, sentido Castello Branco, na zona norte de São Paulo. Segundo a Companhia de Engenharia e Tráfego (CET), o ato foi iniciado às 10h09 e foi realizado durante 30 minutos, na altura da ponte da Casa Verde.

Acompanhe o trânsito em São Paulo

CARLOS PUPO/AE
Caminhões protestam formando fila na Margina Tietê, na zona norte de SP, nesta quarta-feira

O órgão de trânsito afirmou que na região do protesto havia pelo menos 2 km de filas, entre a rua da Coroa e ponte da Vila Guilherme. A retenção era parcialmente causada pelos caminhoneiros, segundo a CET, o excesso de veículos também complicava a situação no local. A Polícia Militar esteve no local formando um cordão e acompanhava o protesto.

Crime: Frentista de posto que vendia gasolina a mais de R$ 4 é detido em SP

Fim da greve?: Sindicato diz que acatará liminar e suspenderá greve dos transportadores

Entre os manifestantes, estavam carros de som com faixas e caminhoneiros de outros segmentos que decidiram apoiar a paralisação dos transportadores de combustíveis. Ainda segundo a CET, a restrição para veículos pesados está mantida até o momento. Às 12h57, a CET registrava 20 km de vias congestionadas. O índice é considerado abaixo da média para o horário. 

Falta de combustível

Mesmo após a afirmação que a greve seria encerrada, muitos postos de gasolina permanecem com suas bombas de abastecimento vazias. O Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado de São Paulo (Sincopetro), que representa os postos da capital, afirmou que dos 128 postos procurados pela entidade pelo menos 22 (17,2%) estão fechados sem os três combustíveis - gasolina, etanol e diesel.

Ainda de acordo com o balanço, a gasolina é o combustível mais em falta no momento. Há pelo menos 55 (42,9%) postos sem o produto e outros 60 (46,8%) com o nível baixo. No caso do etanol, há 31 (24,2%) estabelecimentos que não possuem o combustível e outros 80 (62,5%) temem que o estoque se acabe até o início da tarde.

Kassab: 'Não negocio com chantagistas'

De R$ 1,69 para R$ 2,49: 'a ordem veio de cima', diz gerente de posto em São Paulo

Escoltas: PM garante escoltas, mas caminhoneiros têm medo de represália

A oferta do diesel também é afetada na capital em pelo menos 108 (84,4%) dos postos, 35 (27,3%) já estão sem e 73 (57%) tem estoque bem reduzido. Segundo o Sincopetro, a capital paulista tem cerca de 2 mil postos e o número de estabelecimentos afetados pode ser bem maior.

A paralisação do abastecimento para São Paulo, gerou uma corrida aos postos de gasolina da capital. Os motoristas tentam encher o tanque, mas encontram postos fechados com correntes e outros com preços abusivos . O iG percorreu postos da região central, sul e oeste e localizou estabelecimentos que, em menos de 24h, reajustaram o preço dos combustíveis.

Entenda: Veja as regras da nova regulamentação para o trânsito de caminhões

(Clique nas vias para entender as restrições)

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG