Câmera pode ajudar investigação de acidente de jet ski

Menina de 17 anos morreu em colisão no litoral de São Paulo

AE |

A Polícia Civil do Guarujá, no litoral de São Paulo, vai utilizar imagens de vídeo do circuito de monitoramento de um estabelecimento comercial para ajudar a apurar em que circunstâncias ocorreu o choque entre os dois jet skis que causou a morte da estudante paulistana Daniela Magela de Oliveira, de 17 anos, na última quinta-feira, na praia da Enseada. Como o alcance das câmeras do estabelecimento na praia é limitado, a polícia busca uma maneira de melhorar a qualidade das imagens.

De acordo com o delegado titular do Guarujá, Claudio Rossi, a observação das imagens somada aos resultados dos laudos da Polícia Científica e da Capitania dos Portos sobre as condições dos jet skis envolvidos vão ajudar no detalhamento do caso. "As opiniões das pessoas ouvidas estão divididas. Tem gente que fala que a menina teve culpa e há depoimentos de que o rapaz que bateu na moça", disse o delegado, afirmando que o relatório da Marinha também será essencial ao inquérito.

O rapaz a que o delegado se refere é o militar Ricardo Augusto dos Santos, de 28 anos, que estava pilotando o jet ski envolvido na colisão. Ele foi indiciado por homicídio culposo (que não tem intenção de matar), pagou fiança de R$ 700 e foi liberado para responder em liberdade.

A Capitania dos Portos instaurou inquérito administrativo para apurar, entre outras coisas, a causa da morte da vítima - se foi afogamento ou se foi por causa da batida na cabeça. Os dois jet skis foram recolhidos para perícia e o trabalho deverá concluir, inclusive, se, no caso da morte ter sido por afogamento, por que o colete salva-vidas que Daniela utilizava não teria funcionado. A averiguação será concluída em 90 dias e seus resultados serão encaminhados a Polícia Civil, que também apura os fatos em seu próprio inquérito.

A polícia está investigando se outras pessoas serão indiciadas pelo crime, entre elas o comerciante Paulo Sérgio Coelho Vigna, que foi quem alugou o jet ski utilizado para Daniela. "Eu ainda não sei se ele alugou para a menor ou para a outra pessoa. Tudo precisa ser muito bem avaliado", disse Rossi.

De acordo com o advogado de Vigna, Luiz Claudio Venâncio, entretanto, seu cliente não deverá ser indiciado porque não cometeu crime. "Ele alugou aquele jet ski para uma moça chamada Sofia de Oliveira Costa, que é maior de idade e assinou um termo de responsabilidade em que afirma que tem habilitação para pilotar o equipamento", explicou. Já o advogado do militar, Gilberto Venâncio Alves, afirma que embora seu cliente não tenha ainda a habilitação necessária, Santos já teria realizado a prova para conseguir o documento de Arrais Amador. "Ele estava praticamente parado no momento da colisão e ajudou muito no socorro da vítima", disse o advogado.

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG