Camelôs prometem impedir abertura de lojas no centro de São Paulo

Aos gritos de "queremos trabalhar", pelo menos 150 ambulantes voltaram à região do Brás para protestar na madrugada de hoje

AE |

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Os camelôs, que ontem entraram em confronto com a PM, reuniram-se nesta madrugada novamente no Brás, a maioria na Rua Oriente, região central da capital. Em maior número que ontem, eles iniciaram uma caminhada até a Avenida do Estado.

À 1h20, algumas bombas, não se sabe se do lado da PM ou dos manifestantes, foram detonadas. Eram cerca de 300 ambulantes. Para a Prefeitura, eles estão irregulares, pois não têm licença para trabalhar no local. No bolsão criado pela Prefeitura, não há mais espaço. Os ambulantes "clandestinos" reivindicam um espaço nas ruas da região para poderem montar a tradicional "feirinha da madrugada".

A Avenida do Estado foi fechada pelos ambulantes entre a 1h30 e as 2 horas. Após bloquearem a avenida, os ambulantes andaram até a entrada principal do bolsão - espaço reservado para os vendedores legalizados - na Rua Monsenhor de Andrade.

Alguns dos ambulantes que realizam desde ontem o protesto na região chegaram a hostilizar colegas legalizados que entravam na área criada pela Prefeitura. Ambulantes de origem oriental, no momento em que chegavam ao bolsão, ouviram frases como "Volta para a China".

Apesar do clima ter esquentado, não houve agressões entre as partes. Policiais militares do batalhão de área, das Rondas Ostensivas Tobias Aguiar e da Tropa de Choque foram distribuídos para várias ruas da região do Brás, o que intimidou um protesto mais violento por parte dos ambulantes que pretendiam montar a feirinha da madrugada a partir das 3 horas.

Em reunião, os líderes dos ambulantes prometeram impedir que os comerciantes da região abram as lojas a partir das 7 horas.

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