Câmara de Ribeirão Preto aprova aparelho para deficientes no transporte público

O aparelho já foi instalado na frota de transporte coletivo de Jaú, São Paulo e é testado em outras cidades

AE |

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Um dispositivo desenvolvido na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) vai ajudar portadores de deficiências, principalmente visuais, a usar o transporte público em Ribeirão Preto, interior de São Paulo. A instalação do aparelho, que "conversa" com motoristas e usuários, foi aprovada pela Câmara da cidade e aguarda apenas sanção do Executivo.

O DPS2000, nome dado ao sistema, consiste em dois pequenos aparelhos que se comunicam por ondas de rádio. Um deles, que fica com o usuário, é programado com as linhas de ônibus que a pessoa usa. Quando o passageiro escolhe uma delas, o dispositivo começa a emitir um sinal. Quando o coletivo da linha desejada chega a cerca de 100 metros do emissor, outro dispositivo instalado no ônibus avisa o motorista de que há alguém a espera no ponto.

Quando o veículo para, um pequeno alto-falante na porta já está informando qual a linha daquele coletivo. "Com o aviso, a pessoa que está esperando sabe que seu ônibus chegou e, pelo som, consegue se orientar até a porta. Depois que ela entrar e desligar o aparelho, o aviso para", explica Tiago Buccini, um dos sócios da Geraes Tecnologias Assistivas Ltda, que produz o sistema, considerado "simples, mas de grande utilidade" pela vereadora Silvana Resende (PSDB), autora do projeto aprovado em Ribeirão Preto.

O DPS2000 foi desenvolvido na Escola de Engenharia da UFMG há cerca de cinco anos e, segundo Buccini, já está instalado em toda a frota do transporte coletivo de Jaú, São Paulo. Ele revela que os dispositivos acabam de ser testados também pelas prefeituras do Rio de Janeiro e Niterói (RJ) e já há negociações para testes pilotos em São Paulo, Santos (SP) e Volta Redonda (RJ). "Ele (sistema) não serve só para deficientes visuais. Também pode ajudar cadeirantes ou idosos", observa Tiago. Para cada ônibus, o custo de instalação é de aproximadamente R$ 700. Já para os usuários o custo do aparelho é de R$ 300. Em Jaú, no entanto, a prefeitura comprou 50 dispositivos para serem distribuídos.

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