Bombeiros vão fazer 'bico oficial' para o Samu

Governador de SP assina convênio para maior interação entre secretarias; objetivo é evitar acionamento desnecessário de Resgate

AE |

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A partir de janeiro, nos horários de folga da Polícia Militar, os primeiros 87 bombeiros socorristas que atualmente atuam no Resgate da corporação vão pilotar motolâncias e ambulâncias do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e prestar os primeiros atendimentos às vítimas de traumas e acidentes na capital. A ideia vinha sendo estudada havia meses.

Na quinta-feira, o governador Alberto Goldman (PSDB) assinou o convênio que permitirá a interação no socorro entre a Secretaria Estadual da Segurança Pública e a Secretaria Municipal de Saúde.

"Queremos dar mais agilidade ao atendimento e evitar que o Resgate, responsável pelos atendimentos de traumas, como quando alguém cai da escada, siga para uma ocorrência que, na verdade, é um caso clínico e deveria ser atendida pelo Samu, como um doente crônico que passa mal em casa, por exemplo", explica o chefe do Estado-Maior do Comando dos Bombeiros Metropolitano, tenente-coronel Edson de Oliveira Silva.

Operação Delegada

Trata-se de mais uma parceria entre Prefeitura e Estado, que estenderá também ao Corpo de Bombeiros a Operação Delegada - na qual policiais militares recebem para fazer bico oficial quando não estão a trabalho na corporação.

Segundo Silva, as bases do Corpo de Bombeiros terão acesso ao sistema de rádio do Samu e vice-versa. Mas cada um continuará atendendo a população por meio do seu próprio número de emergências: 193 para os bombeiros, 192 para o Samu.

O objetivo é não mandar duas equipes para o mesmo endereço. A medida também vai evitar, por exemplo, que carros do Resgate, dotados de equipamentos que permitem fazer até cirurgias, sigam para ocorrências em que não há necessidade de toda essa aparelhagem.

Hoje já há ambulâncias do Samu em 34 postos dos bombeiros. A tendência, na segunda fase do convênio, é aumentar esse número.

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