Base da PM faz segurança em frente a shopping em São Paulo

Depois de dois assaltos, Shopping Cidade Jardim tem segurança reforçada com unidade móvel da Polícia Militar

AE |

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A segurança do Shopping Cidade Jardim, complexo de luxo na zona sul de São Paulo, que conta com grifes internacionais e nove edifícios residenciais, ganhou um reforço nas últimas semanas. Depois de dois assaltos no endereço, em maio e em junho, uma base móvel da Polícia Militar agora permanece estacionada logo ao lado do shopping, na entrada dos clientes. 

A base foi colocada pelo 16.º Batalhão da Polícia Militar, responsável pelo policiamento na área. A reportagem do jornal "O Estado de S. Paulo" flagrou o veículo por duas semanas seguidas na esquina do shopping, quase em cima da calçada do estabelecimento, tanto durante o dia quanto a noite. Em algumas ocasiões, policiais da Ronda Ostensiva Com Apoio de Motocicletas (Rocam) também estavam no local, conversando com os outros policiais da base. No entorno, além do Cidade Jardim, há apenas algumas lojas, um supermercado e casas de alto padrão. Áreas consideradas perigosas e com grande ocorrência de furtos e roubos no bairro, como duas favelas ou as avenidas Morumbi e Giovanni Gronchi, estão a um quilômetro e meio de distância. 

A administração do Cidade Jardim confirmou que pediu o reforço policial depois dos assaltos. "O shopping reforçou sua parceria com a Polícia Militar para ampliar o efetivo de segurança pública nas imediações do centro comercial, a exemplo do que se verifica em outras localidades da cidade", afirmou a assessoria de imprensa, por meio de nota oficial. Para o coronel da reserva da PM e ex-secretário nacional de Segurança Pública José Vicente da Silva, a situação é "absurda". "Não pode parecer que a PM está privilegiando um determinado estabelecimento", diz. 

O complexo do Shopping Cidade Jardim é um dos mais luxuosos de São Paulo. Seis meses antes da entrega das chaves das unidades residenciais, 80% dos imóveis de alto padrão já haviam sido vendidos, com valores que iam de R$ 2 milhões a R$ 18 milhões. Tanto luxo chamou a atenção de quadrilhas. O primeiro assalto ocorreu em maio, na joalheria Tiffany; 22 dias depois, o shopping voltou a ser alvo de assaltantes, que entraram na loja da Rolex. As informações são do jornal "O Estado de S. Paulo".

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