Bandidos foram direto para os cofres do Itaú, diz polícia

A polícia acredita que o roubo à agência do banco tenha sido planejado. Durante 10 horas, bandidos roubaram pertences em 138 cofres

Fernanda Simas, iG São Paulo |

O Departamento de Investigações sobre Crime Organizado (Deic) acredita que o assalto à agência do banco Itaú localizada na Avenida Paulista no dia 27 de agosto foi planejado e afirma que o alvo dos bandidos eram os cofres particulares. A conclusão é possível depois de analisar a maneira como assalto ocorreu.

Os bandidos – 12, segundo o depoimento de um vigia – entraram no banco pela lateral, renderam um vigia, que abriu a frente da agência para outros bandidos passarem, e ficaram 10 horas roubando os cofres. Eles chegaram a quebrar uma parede na lateral do espaço onde ficam os cofres e usaram diversas ferramentas para abri-los. A polícia encontrou, na manhã do dia 28, quando o roubo foi comunicado, maçaricos, serras de diversos tipos, compressores, furadeiras, transformadores e cilindros de oxigênio e acetileno.

De acordo com a polícia, um ofício enviado pelo Itaú informa que 171 cofres foram abertos e, desses, 142 foram roubados. Em nota, o banco Itaú afirma que foram 138 cofres roubados, pertencentes a 120 clientes, “o equivalente a 5% do total de cofres localizados naquela agência”.

“Para cada cofre alugado existe um contrato de locação definindo que dentro do cofre somente devem ser colocados bens no valor máximo de 15 mil reais. Para valores excedentes a esse limite, o cliente poderia optar por seguro adicional com o próprio Itaú ou outra seguradora de sua preferência”, explica a nota do banco. Dos 120 clientes roubados, 104 já foram atendidos pelo banco, segundo o Itaú.

Relação de clientes

O Deic ainda não recebeu a lista com os nomes dos 120 clientes roubados. Segundo a polícia, um ofício foi enviado ao banco nesta segunda-feira e a lista deve ser entregue terça-feira (13). Até o momento, apenas cerca de dez pessoas registraram boletim de ocorrência sobre o caso, afirma a polícia.

Investigações

A polícia investiga quadrilhas ligadas ao roubo de joias e “especializadas” em arrombar cofres. Além disso, a polícia quer entender porque o alarme do banco estava desligado. Funcionários da agência, de empresas terceirizadas responsáveis pela segurança e pelo alarme do local estão sendo ouvidos, assim como algumas vítimas que tiveram seus pertences roubados dos cofres.

Nesta segunda-feira, o Deic recebeu imagens de segurança do interior da agência bancária que podem ajudar na identificação dos bandidos.

    Leia tudo sobre: roubobanco itaúclientessão paulodeic

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG