Bala que atingiu Mércia não saiu de arma de ex, diz advogado

Segundo a polícia, advogada foi baleada de raspão no maxilar antes de ser jogada em represa

AE |

ARQUIVO PESSOAL
Mércia sumiu no dia 23 de maio e o seu corpo foi localizado no dia 11 de junho
A bala que atingiu de raspão o queixo da advogada Mércia Nakashima, de 28 anos, não saiu das armas do ex-namorado dela Mizael Bispo de Souza. A informação foi repassada nesta quinta-feira pelo advogado de Bispo, Samir Haddad Júnior, com base em uma análise preliminar.

O advogado ressaltou mais de uma vez que a análise é "preliminar" e disse não acreditar que um ex-policial pudesse errar um tiro. Ele também afirmou estar convicto de que os resultados dos laudos das roupas e dos sapatos recolhidos na casa de Bispo serão favoráveis à defesa.

Haddad Júnior criticou de novo a postura da polícia de considerar apenas Bispo como suspeito. "A polícia está muito no samba de uma nota só: Mizael, Mizael, Mizael. Eu acho que deveriam investigar as outras pistas que já surgiram no caso".

O caso

A advogada foi encontrada morta no dia 11 de junho em uma represa de Nazaré Paulista, no interior de São Paulo, após ficar 19 dias desaparecida. Após análises, peritos encontraram vestígios de bala no maxilar da vítima. No carro dela, um Honda Fit que também foi achado na represa, policiais localizaram restos de projétil. Acredita-se que ela tenha sido atingida dentro do carro.

Segundo o perito Renato Pattoli, do DHPP, não é possível afirmar se o disparo matou Mércia. Como um dos vidros do veículo estava aberto, supõe-se que, ao ser jogada na represa, ela saiu do Fit e subiu no teto do carro. Sem saber nadar, afogou-se. O laudo com a causa da morte não foi divulgado.

Os peritos também analisam as amostras de alga recolhidas em um aspirador de ar apreendido na casa do policial militar reformado Mizael Bispo de Souza, ex-namorado de Mércia e apontado pelo Ministério Público paulista como suspeito do crime. Para Patolli, é prematuro afirmar se as algas são iguais à existentes na represa. Nos três depoimentos prestados, Mizael disse ser inocente.

Além do ex-PM, outras duas pessoas são investigadas por suposto envolvimento no crime. O vigia Evandro Bezerra Silva, de 38 anos, amigo de Souza, seria o autor do homicídio. Ele conhecia a região da represa e esteve por lá no dia do desaparecimento de Mércia. No Fit havia um boné da Adidas, possivelmente dele.

A Justiça decretou a prisão temporária de Silva, que está foragido. O vigia teria mantido contato por telefone com um dos irmãos de Bispo, cujo nome é mantido em sigilo. Investiga-se se ele teria tido envolvimento no homicídio ou auxiliado Silva a fugir.

*com informações do iG São Paulo

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