Baixa umidade do ar põe São Paulo em alerta pelo 4º dia

Desde o início da semana capital paulista tem registrado índice de umidade do ar inferior a 20%.

iG São Paulo |

A cidade de São Paulo entrou, nesta quinta-feira, em estado de alerta pelo 4º dia seguido por conta do ar seco. Segundo a Defesa Civil municipal, o índice de umidade chegou a 20% por volta das 11h50. A cidade ainda registrou nesta manhã a maior temperatura desde março.

AE
Nuvem de poluição é vista a partir do bairro do Limão, na zona norte da capital, na manhã desta quinta-feira

Na quarta-feira, o índice chegou a 19% e a capital paulista teve o dia mais poluído do ano . Segundo a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), cinco das 17 estações de medição de qualidade do ar na Região Metropolitana registraram a classificação "má", enquanto outras sete foram classificadas como "inadequadas". Nenhuma conseguiu índice bom.

De acordo com o Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE), a última frente fria intensa aconteceu no dia 16 de julho, ou seja, a cidade já está há 40 dias sem registro de chuva intensa. Em agosto choveu apenas 0,6mm, o que equivale a pouco mais de 1% dos 39 mm esperados para o mês.

Nesta manhã desta quinta-feira, a cidade registrou a temperatura mais elevada desde março. A máxima registrada na estação oficial do Mirante de Santana, na zona norte, foi de 31,7ºC, segundo informações do Climatempo.

Amanhã uma frente fria avança pelo mar. No entanto, o sistema é fraco e não vai ter força para mudar o tempo. No litoral, o vento sopra um pouco mais forte e ajuda a levar mais umidade para a costa. As demais regiões seguem com o predomínio do ar seco e quente e sem previsão de chuva.

Sintomas do tempo seco

Nos meses em que ocorrem poucas chuvas há um aumento nos níveis de dióxido de enxofre no ar, o que propicia o surgimento ou agravamento de doenças respiratórias, cardiovasculares e oculares.

Alguns dos sintomas são: dores de cabeça e irritação nos olhos, nariz, garganta ou na pele; garganta seca, voz rouca, inclusive com possibilidade de inflamação da faringe; rompimento de vasos do nariz, provocando sangramento. Neste período também aumentam a chances de se contrair conjuntivite viral, alérgica, síndrome do olho seco e infartos, principalmente em quem já tem problemas cardiovasculares.

A recomendação da Defesa Civil é que a população evite atividades ao ar livre e exposição ao sol entre as 10h e 17h e não pratique exercícios entre as 11h e 15h.

A Secretaria de Educação de São Paulo orienta as escolas para que evitem a exposição dos alunos em locais descobertos ou por períodos prolongados em dias muito quentes, desenvolvam atividades mais leves durante as aulas de Educação Física, ofereçam oportunidades de hidratação durante a jornada escolar e recomendem o uso do protetor solar.

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