Avenida Paulista se blinda contra morador de rua

Para evitar acesso a marquises, condomínios instalam paredes de vidros em seus jardins e seguranças de bancos reprimem abordagens

AE |

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A migração de moradores de rua do centro para a região da Avenida Paulista tem feito com que empresas e prédios residenciais adotem medidas para evitar que suas marquises e fachadas sejam ocupadas. Ao percorrer o maior centro financeiro de São Paulo, é possível perceber que condomínios se "blindam" com paredes de vidros em seus jardins. Seguranças de bancos e galerias protegem os clientes de abordagens.

"Temos visto cada vez mais a mendicância tomando conta da cidade. De uns dois anos para cá, a coisa está piorando e agora chegou ao limite na região", diz a presidente da Sociedade dos Amigos e Moradores do Bairro de Cerqueira César, Célia Marcondes. A Secretaria Municipal de Assistência Social (Smads) reconhece o problema. Em nota, confirmou que a região é um atrativo para os moradores de rua, por concentrar renda e serviços, e que, por lei, eles não podem ser levados para albergues contra a vontade.

No Edifício Nações Unidas, uma parede encobre o imenso painel de azulejo da fachada. O síndico, Luiz Alberto da Silva, nega que a obra, concluída em novembro de 2009, seja antimendigo. "Além da boa visão, impede que alguém pule para "se amoitar".

Acaba ajudando, mas não é para morador de rua." O vigilante de um prédio comercial na altura do número 1.079, também cercado por vidro, disse que a preocupação é com a segurança.

As informações são do Jornal da Tarde .

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