Ataque deixa dois feridos em Praia Grande, em São Paulo

Polícia Civil trabalha na linha de que tenha sido um acerto de contas com uma das vítimas

AE |

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Dois homens foram baleados na tarde de segunda-feira em Praia Grande, na Baixada Santista, por um motoqueiro ainda não identificado. O suspeito conseguiu fugir. A investigação da Polícia Civil trabalha na linha de que tenha sido um acerto de contas com uma das vítimas e, embora ainda não haja evidências, não descarta a possibilidade de uma ação feita por grupos de extermínio da Polícia Militar (PM).

O crime aconteceu por volta das 15 horas no Jardim Glória, bairro da terceira zona, periferia de Praia Grande. Um motoqueiro com capacete disparou cerca de seis vezes na direção de Gilliard Rodrigues de Menezes, de 19 anos. O suspeito estava a cerca de 40 metros de distância da vítima e portava um revólver calibre 380. Menezes foi atingido no dedo da mão, socorrido e liberado em seguida. Hoje, prestou depoimento no 1.º Distrito Policial (DP) de Praia Grande. Ele saiu do Centro de Detenções Provisória de Praia Grande há dois meses, onde cumpria pena por roubo e agora responde em liberdade.

A outra vítima foi um pedreiro de 43 anos que estava em cima de uma escada colocando azulejos na hora dos disparos. Ele foi atingido na perna e segue internado no Pronto Socorro de Praia Grande, mas não corre risco de morte. A Polícia acredita que o pedreiro seja inocente e tenha sido atingido por uma bala perdida.

De acordo com o investigador Ricardo de Moraes, que trabalha no caso, Menezes afirmou que não tinha inimigos e não sabe quem efetuou os disparos. "Mas as investigações prosseguem e acreditamos que possa ter sido algum tipo de acerto de contas", disse.

O delegado titular do 1.º DP, Luiz Evandro Medeiros, afirmou que os projéteis coletados vão ajudar a elucidar a ação e a desvendar se o caso está relacionado aos crimes registrados em Santos e São Vicente no mês passado, quando dez pessoas foram alvos de disparos de arma de fogo durante a madrugada e uma delas morreu. Nesses atentados, os disparos foram efetuados por um homem em um carro preto, e um policial militar suspeito de ter efetuado os tiros segue detido em São Paulo.

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