"As imagens são mais nítidas", diz advogado da família Gurman

O advogado Alexandre Venturini entregou à polícia novas imagens que podem ajudar a identificar a velocidade do Land Rover antes de acidente

iG São Paulo |

AE
Frase "Foi homicídio doloso" é pintada na rua Natingui, onde Vitor Gurman foi atropelado pelo jipe Land Rover
O advogado da família Gurman, Alexandre Venturini, entregou à polícia, na manhã de quarta-feira (3), novas imagens do jipe Land Rover antes do acidente que matou o administrador de empresas Vitor Gurman na madrugada do último dia 23. São imagens do circuito interno de uma loja que podem ajudar a identificar a velocidade do veículo no momento do acidente. “As imagens são mais nítidas. A olho nu não se vê quem estava ao volante, mas dá para ver a velocidade, que me pareceu superior a dos outros veículos”, informa o advogado.

A polícia continua investigando quem estava dirigindo o carro. Fernando Mendes Dias, dono do bar onde o casal Gabriella Guerrero Pereira e Roberto de Souza Lima estava antes do acidente, prestou depoimento ontem no 14° Distrito Policial por cerca de uma hora e afirmou que era a mulher quem dirigia o jipe quando os dois deixaram o bar.

“1000% [de certeza] que foi ela que saiu dirigindo. Eu vi apenas o encarregado do vallet entregar a chave para a moça. A moça se dirigiu para o lado do motorista e o rapaz para o lado do passageiro”, disse Dias, que não soube informar o quanto Gabriella e Roberto beberam no estabelecimento, mas explicou que a nutricionista é frequentadora assídua do bar localizado no Itaim Bibi, zona oeste de São Paulo.

Mais tarde, um entregador de água que cruzou com o jipe Land Rover momentos antes do acidente também prestou depoimento e contou, segundo o delegado Ricardo Cestari, que o veículo estava a uma velocidade aproximada de 100 Km/h e era dirigido por um homem. Ele ressaltou que viu Gabriella sair do carro pelo lado do passageiro, antes do namorado.

Contradições

Mais de dez testemunhas já foram ouvidas e duas continuam afirmando que não era a nutricionista que dirigia o jipe no momento do acidente. Na tarde de quarta-feira, houve uma acareação entre testemunhas e duas delas, que afirmaram anteriormente ser Roberto Lima quem estava dirigindo, mudaram a versão. “O delegado entendeu que havia contradição e fez a acareação com um rapaz que afirma ser a garota a condutora do veículo. Essas outras duas pessoas acabaram se retratando, ou seja, voltaram atrás”, explica o advogado da família Gurman, Alexandre Venturini.

O advogado volta a ressaltar que a família deseja responsabilizar apenas o responsável pelo acidente. “Se foi ela [Gabriella], que seja ela e se foi ele [Roberto], que seja ele”. Venturini também pede cuidado para que pessoas não atrapalhem o inquérito policial. “Queremos evitar que pessoas irresponsáveis cheguem à delegacia e atrapalhem. A polícia está fazendo tudo o que é possível”, conclui.

Homicídio doloso

O laudo do Instituto Médico Legal (IML), divulgado semana passada, apontou que Gabriella, possível condutora do veículo, estava alcoolizada no momento do acidente. Dessa forma, ela assumiu o risco de causar um acidente e, por isso, pode responder por homicídio doloso (quando há intenção de matar).

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