Após polêmica, coronel suspende uso de carro de luxo em São Paulo

Utilitário esportivo de luxo Captiva foi comprado pela corporação por R$ 92,9 mil

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O comandante-geral da Polícia Militar (PM) de São Paulo, coronel Álvaro Batista Camilo, suspendeu o uso do utilitário esportivo de luxo Captiva, comprado pela corporação por R$ 92,9 mil, até que o governo do Estado avalie a real necessidade do automóvel, informou nesta quinta-feira o governador Geraldo Alckmin (PSDB), que disse que a Secretaria de Segurança Pública (SSP) estudará a questão e elogiou Camilo, destacando que ele é "extremamente dedicado e corretíssimo".

"Ele (Camilo) abriu mão hoje (do uso do carro), até que seja avaliada a questão de utilização do veículo oficial e o tipo de veículo utilizado", disse Alckmin, após participar de evento de divulgação da campanha de 2011 da vacinação contra a gripe. "Essa questão específica vai ser verificada, o procedimento, o protocolo, de acordo com as funções do governo. Depois, o secretário de Segurança (Antônio Ferreira Pinto) vai explicar."

Em outubro, o comandante-geral da PM comprou por R$ 2,8 milhões um Captiva para uso dele e 61 Vectras, que transportam os coronéis. O Captiva é mais luxuoso do que os automóveis usados pelo governador de São Paulo, Vectra ou Corolla. A legislação sobre o uso de veículos oficiais estabelece uma hierarquia - quanto maior o cargo, mais caro o automóvel que pode ser usado. Alckmin ressaltou ainda que não vê necessidade de usar carros blindados. "O Palácio dos Bandeirantes tinha um grande número de veículos blindados, que são mais caros. Então, abrimos mão. Ninguém pode usar carro blindado, que é mais caro."

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