Montanhas de lixo eram vistas nos arredores do Vale do Anhangabaú. Prefeitura afirma que 3,3 mil foram destacados para limpeza

Mesmo a Prefeitura de São Paulo tendo prometido realizar a Virada Cultural mais limpa de todas as edições, era possível observar, neste domingo, muito lixo acumulado pelas ruas onde aconteceram shows e apresentações durante toda a madrugada. Os arredores do palco Júlio Prestes e do Vale do Anhangabaú, no centro, eram os piores lugares. Próximo à sarjeta, havia principalmente sacos plásticos, garrafas pet e latas.

Lixo acumulado nos arredores do palco Júlio Prestes, no centro de São Paulo
AE
Lixo acumulado nos arredores do palco Júlio Prestes, no centro de São Paulo

Segundo a Prefeitura, 3,3 mil agentes de limpeza foram destacados para realizar limpeza nos locais das apresentações. Na edição de 2009 do evento, que contou com 4 milhões de participantes, foram recolhidas 48 toneladas de lixo.

Neste ano, a Prefeitura afirma que instalou 4,9 mil novas lixeiras. Em média, uma lixeira a cada três metros nos 15 quilômetros de vias utilizadas pela Virada Cultural: 1.300 fixadas nos postes (as papeleiras), 300 carrinhos do tipo dos usados pelos garis, 800 lixeiras de arame e 2.500 de papelão.

As medidas anunciadas para restringir o consumo de álcool durante o evento também surtiram pouco efeito, conforme verificou o iG. Segundo a Prefeitura, nenhuma das barracas armadas nas praças de alimentação, espalhadas pelas ruas do centro, teriam permissão para vender bebidas alcoólicas. Os bares da região poderiam vender bebidas somente até a 1h, quando, seriam obrigados a fechar suas portas.

A reportagem do iG, no entanto, encontrou bares funcionando normalmente nas proximidades dos palcos montados na Praça Julio Prestes e no Largo do Arouche após as 2h. Além disso, vendedores ambulantes também comercializavam cerveja sem serem reprimidos pela Guarda Civil Metropolitana. Os vinhos em garrafa, cuja venda a Prefeitura prometeu inibir com especial rigor, também eram encontrados com facilidade. Apenas as barracas de alimentação oficial não estavam comercializando álcool.

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