Após críticas, PM envia e-mails para explicar ação no Pinheirinho

Mensagens foram enviadas em forma de newsletter e mostram, de maneira didática, como ocorreu a ação de reintegração de posse

Fernanda Simas, iG São Paulo |

Divulgação/PMSP
Arte explica a versão da Polícia Militar sobre a reintegração de posse no terreno Pinheirinho
Depois de diversas críticas recebidas por conta da ação de reintegração de posse no Pinheirinho, em São José dos Campos, a Polícia Militar do Estado de São Paulo realiza estratégia de comunicação para explicar sua versão.

E-mails enviados em forma de newsletter mostram os passos jurídicos que levaram à reintegração e como foi realizada a ação policial. A PM informou que enviou e-mails para pessoas já cadastradas em mailling. No entanto, um contador de São Paulo afirmou que recebeu o e-mail mas nunca se cadastrou no mailling da PM.

O e-mail enviado a diversos paulistanos começa com "caro amigo da Polícia Militar". No texto, a PM afirma que foi requisitada para apoiar a Justiça Estadual na reintegração e que planejou a ação por dois meses e meio, além de comunicar todos os envolvidos “por meio de ampla divulgação com uso de panfletos lançados de aeronave, comunicados à imprensa, além de contato direto estabelecido pelos policiais militares junto aos moradores”.

A corporação foi criticada por integrantes do Executivo e do Judiciário. O secretário de Articulação Social da Secretaria-Geral da Presidência, Paulo Maldos, ficou indignado com ação . Ele foi atingido por tiros de borracha disparados pela tropa de choque. O presidente da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de São José dos Campos, Aristeu César Pinto Neto, considerou a ação violenta e disse que houve mortes, inclusive de crianças .

No primeiro dia da reintegração, o presidente do Conselho Federal da OAB escreveu em seu twitter: "O que está acontecendo em Pinheirinho é muito grave. É desobediência à ordem judicial. OAB-SP e OAB nacional estão agindo".

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Sem solução, apenas violência

O e-mail enviado nega que a PM tenha agido com violência e afirma ação ocorreu com “utilização exclusiva de técnicas não letais visando a preservação da integridade física da comunidade, bem como dos oficiais de Justiça”.

A corporação explica que vai investigar qualquer conduta inadequada de policiais e que a ação ocorreu “sempre dentro da legalidade e com respeito incondicional aos direitos humanos e às pessoas”.

A PM elaborou uma arte didática para explicar ao leitor a situação do Pinheirinho antes, durante e depois da ação da polícia.

Resultados
No comunicado enviado, a PM informa que 32 pessoas foram detidas por resistências, desordem e danos ao patrimônio público, nove pessoas foram presas, sendo três foragidas da Justiça, duas armas e três bombas caseiras foram apreendidas.

Para a corporação, os resultados da ação comprovam a preocupação anterior com “preparativos para o enfrentamento observado por alguns moradores, exibindo pontaletes, barricadas de madeiras e pneus, tudo para resistir à ordem judicial”.

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