Após ataques, presidente do Metrô afirma que local é seguro

Duas mulheres sofreram abuso sexual em estações de São Paulo. Para diretor, metrô é "um dos locais mais seguros da cidade"

AE |

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O presidente da Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô), Sérgio Avelleda, afirmou hoje que o metrô da capital paulista é um dos locais mais seguros da cidade. Esse status foi questionado nos últimos dias, após dois ataques sexuais a mulheres, nas estações Sacomã e Anhangabaú .

"Não há nesse momento nenhum pico de ocorrências. Estamos com um nível de uma ocorrência de segurança pública por milhão de passageiros", ressaltou Avelleda durante o evento oficial do lançamento das obras de expansão da Linha 5-Lilás.

Segundo cálculos da companhia, são registradas em média 3,5 ocorrências por dia. Avelleda explicou que esse número inclui também casos de discussão entre usuários e vandalismo, em um universo composto por 3,7 milhões de pessoas transportadas diariamente. "O metrô de São Paulo continua sendo um dos lugares mais seguros da cidade", afirmou.

Para garantir essa segurança, o Metrô conta com um efetivo de aproximadamente 8 mil funcionários e mais de mil seguranças. Além disso, a companhia investe na instalação de novas câmeras e na melhoria dos equipamentos já existentes.

Para o secretário estadual dos Transportes Metropolitanos, Jurandir Fernandes, a ocorrência de casos contra mulheres também decorre do perfil dos usuários. Estimativas do Metrô apontam que 55% das pessoas transportadas são do sexo feminino. "Então, é muito plausível que aconteçam alguns eventos como esses, mas eles não estão crescendo nem em termos relativos nem em termos absolutos", afirmou.

O secretário se mostrou preocupando com a possibilidade de que a divulgação de imagens dos acontecimentos pelas TVs crie um clima inexistente de insegurança na rede da capital. Da mesma forma, Fernandes alertou para a necessidade de o "conceito de estupro" não ser mal interpretado.

Hoje, com o poder das imagens, elas repercutem durante uma semana com muita força. Agora, eu examino que houve uma ampliação do conceito de estupro nesses eventos (ocorridos nos últimos dias). E não é possível, ao ampliar o conceito, compará-lo ao conceito quando ele era mais restrito", explicou Fernandes.

Apesar de minimizarem os incidentes, as autoridades paulistas sinalizaram que o tema segurança é prioritário para o Metrô. "O usuário pode enviar denúncia por SMS ou ligar no 0800. Além disso, todas as estações contam com empregados treinados para receber ocorrências e agir", destacou Avelleda.

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